Wayne´s World

Excelent!

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Na gloriosa tradição brasileira de batizar filmes, esse aqui recebeu o nome de Quanto Mais Idiota Melhor, o que com certeza ajudou muito a divulgação do filme. Com certeza algum velho lembrou do clássico Quanto Mais Quente Melhor com Marilyn Monroe.

Mas enfim.

O primeiro filme segue os amigos Wayne e Garth, que tem um programa na rede publica de transmissão, o Mundo de Wayne (que por sinal é o nome do filme. Olha como poderia ser fácil simplesmente traduzir, não é algo como Inception ou sei lá, Goonies, mas estou divagando). Eles filmam no porão da casa de Wayne com ajuda de alguns outros amigos e estão felizes, indo à shows no Gasworks ou comendo rosquinhas no Stan Makita’s Donuts.

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Até que o programa deles chama a atenção de um grande produtor de TV que arranja para eles uma chance de estrear em uma grande emissora,  o que pode não ser tão bom quanto parece. Ao mesmo tempo, Wayne tenta fazer funcionar um namoro com a deliciosa, baixista/vocalista de uma banda que ele viu no Gasworks, Cassandra.

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No segundo filme, Wayne e Kassandra estão juntos, mas a carreira dela começa a deslanchar o que pode causar certa separação entre eles. Fora isso, Wayne está tendo misteriosos sonhos com Jim Morrison e um índio de bunda de fora, que o levam a tentar organizar um festival de música.

O filme foi baseado em um quadro que Dana Carvey (Garth) e Mike Myers (Wayne) faziam no Saturday Night Live e ninguém esperava que fizesse o sucesso que fez. No Brasil o filme não fez muito sucesso mas passou algumas vezes na sessão da tarde. Mas a verdade é que, cada vez que esses dois aparecem em algum especial (tipo no MTV Movie Awards de 2008) a mão da sequencia da galera chega a tremer. Mas os caras estao sempre dizendo que não vai rolar.

Wayne´s World acabou se tornando, fora um de objeto de culto, um tipo de visão dos anos 90 condensada. Desde as roupas, naturalmente a música, muita coisa. Embora os atores só pudessem se passar por adolescentes com muita suspensão de descrença, eles fizeram um retrato muito mais acertado do que obras supostamente dedicadas à isso.

um close extremo desse retrato da geração

um close extremo desse retrato da geração

O filme vai de uma comédia digamos “pé no chão” até uns momentos nonsense e quebras  frequentes da quarta parede, com Wayne e Garth falando com a câmera e narrando alguns eventos.

O filme tem umas participações especiais fodas, com gente tipo Alice Cooper, Al Bundy, Christopher Walken, Charlton Heston, muita gente de calibre.

A trilha sonora também é boa pacas. As musicas mais fracas são as cantadas pela própria Tia Carrere (a Cassandra) , com um cover de Sweet (Ballroom Blitz) e  ela já manda muito bem. O restante é durrabo. Ou alguém tem o que reclamar de Jimmy Hendrix e Queen?

"Limp Biz oque?"

“Limp Biz oque?”

Falando em Queen, esse filme foi o responsável por apresentar essa banda pra uma galera que era muito nova quando a banda acabou (sim. Eu sei que tem uma banda se apresentando como Queen, mas sem Freddie Mercury podiam bem ser o Chiclete com Banana). A sequencia do carro, com o pessoal ouvindo Bohemian Rapsody e balangando as cabeças é simplesmente um clássico.

O filme gerou também dois games, para NES e Snes. São realmente muito bons e clássicos que devem ser jogados sem falta…..NOT!

Um amigo e eu eramos simplesmente enlouquecidos por esse filme e víamos várias vezes. Chegamos a começar a desenhar uma adaptação para quadrinhos do filme e até gravamos uma versão do programa de entrevistas. Não tínhamos noção disso na época, mas olhando agora, acho que é por que nos identificávamos com aqueles caras. Tudo que passava pela nossa cabeça era música, mulher e diversão. Mas não éramos os fodões. Wayne´s World mostrava uns caras que não eram perdedores tipo A Vingança dos Nerds ou transudolões tipo Barrados no Baile. Eram caras normais.

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Ainda que, de repente, nós não fossemos.

Zweist
14/09/2015