V/H/S – Viral

É…

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Lembro que quando assisti o primeiro filme da franquia V/H/S eu fiquei bem impressionado. Uma série de curtas de terror em suas várias formas interligados por um fiapo de roteiro entre elas, essa ideia realmente me agradou, sem contar que as histórias apresentadas nos curtas eram envolventes e bem trabalhadas. Com o inesperado sucesso uma sequência logo foi providenciada, apresentando um pouco mais de cuidado com a produção e esbanjando um pouco mais também no orçamento dos efeitos especiais. Apesar de ter momentos superiores ao primeiro, no geral ele acabou sendo abaixo do esperado. Bem, esse também garantiu uma continuação e no fim do ano V/H/S – Viral foi lançado.

Namorada gostosa do protagonista, não encontrei imagem dela no filme. Ainda bem.

Namorada gostosa do protagonista, não encontrei imagem dela no filme. Ainda bem.

A maneira em que o filme se desenvolve ainda é a mesma, pero no mucho. Desta vez a história é focada na onda de virais da internet, que não é nada mais que situações cotidianas que aconteceriam e ficariam apenas na memória se não tivesse um babaca com uma câmera por perto, o que hoje em dia é mais comum que site de putaria. Quase todo mundo tem um celular hoje, e os celulares possuem câmeras, até os mais simples. E todo bom imbecil quer seus 15 segundos de fama na internet, e vai encher o saco de todo mundo com sua câmera pra isso.

Grande Zé!

Grande Zé!

Pois bem, nosso protagonista, cujo nome não me lembro mesmo tendo assistido o filme a menos de 10 minutos, é um desses idiotas. Vamos chamá-lo de Zé. Mesmo  tendo uma namorada gostosa PA-CA-RA-LHO pronta pra lhe  dar carinho e atenção, Zé não larga a sua câmera. Um dia Zé tem a sua chance de ser rico e famoso quando um CARRINHO DE SORVETE SENDO PERSEGUIDO PELA POLÍCIA vai passar na rua da sua casa. Zé então corre para o jardim mais rápido que a sua mãe em início de chuva com roupa no varal. A merda acontece, ele não consegue filmar e de quebra a boazuda da namorada dele some na sua frente, no meio da rua. Zé então pega sua filmadora e sai numa busca frenética pra resgatar a moça. E entre um intervalo e outro dessa  história do balacobaco é que rolam os curtas.

GZUIS!

GZUIS!

Análise rápida dos curtas em um parágrafo. Primeira história, a do bostão que encontrou a capa mágica do DEMONHO. Legal, simples interessante e com final maneirinho. Segunda história, o nerd que cria um aparelho para outras dimensões e vai para um mundo paralelo em que a galera tem pintos e bucetas do DEMONHO. Melhorzinha que a primeira, seria interessante em outro lugar, tipo uma animação japonesa ou até um quadrinho. Terceira história, os skatistas maconheiros que vão fazer merda no México, acabam andando de skate em cima dos despacho e invocam as caveiras stop motion do DEMONHO. Ou essa merda tem alguma referência foda que eu não entendi, ou é só ruim mesmo. Tem outras duas histórias bem curtas, o Churrasco dos Chicanos, que é boa, e A Fita de Putaria no  Táxi que deu errado, que foi um dos melhores momentos  do filme, realmente muito bom.

VHS-Viral-Trailer

Quanto ao fiapo de roteiro, como disse não é mais um fiapo. Aquele papo de fitas vhs do mal que invocam o mal é novamente retomado, e o desenvolvimento da trama do  Zé em busca da namorada toma uma boa parte do filme. No final, essa terceira parte não acaba sendo daquelas que enterram a franquia pra nunca mais voltar, tipo X-Men 3 ou o próximo filme do Quarteto Fantástico, mas acaba sendo um “melhor para enquanto tem dignidade”.

Godoka
04/12/2014