Transformers – O Filme. Aquele que importa pelo menos

Finalmente um filme dos Transformers!!

Após mais um desastre de Michael Bay, é bom lembrar que existe UM bom filme dos Tranformers.

Em 1986 a Hasbro iniciou o próximo passo lógico com sua franquia de sucesso de brinquedos, tv e quadrinhos, um filme longa metragem. O mesmo estava acontecendo com os Comandos em Ação e já havia acontecido com os Ursinhos Carinhosos, mas eles que se fodam. Tem uns spoilers aqui e ali, mas é um filme de 1986. Não encham o saco sobre isso.

No filme os Autobots estão sendo acossados pelos Decepticons. Tendo perdido seu planeta, Cybertron, eles se escondem nas duas luas do planeta e mantém um posto avançado na Terra. É quando, à beira de um ataque decisivo e desesperado contra os Decepctions, um gigantesco planeta monstro surge devorando tudo em seu caminho. E isso seria o acorde final da sua longa guerra de milhões de anos.

O seu devorador de planetas é um cara de roupa roxa?

O seu devorador de planetas é um cara de roupa roxa?

 

 

Talvez  esquecendo que era um desenho para crianças, ou melhor, provando porque os anos 70/80 geraram uma geração de sujeitos durões, a contagem de corpos é incrivelmente alta nesse filme, incluindo alguns clássicos como Ironhide, Prowl e Hatchet, mortos deliberadamente de modo bem horrivel. A morte de Prowl em particular, se fosse exibida para os fracotes nascidos dos anos 90 para cá, os reduziria a uma poça de lágrimas borbulhantes. Queria ver se o Ben 10 ou o Max Steel morressem como Prowl, derretidos de dentro pra fora, ou com a cabeça explodida como Ironhide. Os leite com pera iriam se auto implodir.

 

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Isso foi feito porque a linha de brinquedos seria atualizada, abrindo espaço para personagens novos como HotRod, Kupp e a fêmea Arcee. Os produtores do desenho viram isso como uma licença para matar e mostraram como a guerra dos Autobots e Decepctions seria mais terrivel se não fosse a censura da TV.

A animação era visivelmente melhor que a da série, com lutas e sequencias de ação muito mais frenéticas e movimentadas. O filme não incorreu no imbecil, absolutamente idiotico erro de Michael Bay e Spielberg (é produtor dessas porras de filmes do MB e merece uma surra tanto quando ele), de achar que os humanos são necessários. Não são, nunca foram e jamais serão. Podem ter alguma importancia na trama mas os Transformers tem personalidade o suficiente para sustentar o filme com o minimo de interferencia e presença humana.

E não encham dizendo que eu defendi o filme do Godzilla com bastante tempo dos humanos em tela. O Godzilla por mais foda que seja, não tem personalidade e sequer fala. Os Transformers conseguem.

A trilha sonora tinha musicas instrumentais, mas, como acontecia em outros filmes da época tinha sequencias de musicas cantadas, combinando e dando o tom da açao. Ela apresentava o fino dos anos 80, principalmente por contar com Weird Al” Yankovic e a fuderosa The Touch de Stan Bush.

 

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E isso é um dos motivos pelos quais Saint´s Row IV está no grande panteão de jogos games da humanidade. Referenciar não apenas The Touch mas toda uma passagem do filme? Fodassidade pura. O mesmo vale para uma passagem do desenho Apenas um Show.

Para variar, como se trata de Transformers G1, as falhas de continuidade obrigadoriamente tem que existir, como o tamanho inconsistente de Rumble, Frenzy e Ravage, o desaparecimento e reaparecimento de Blaster e do dinobot Snarl e por ai vai.

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Eu tenho uma história com esse filme. Não fui ver no cinema apesar de insistir muito com meu pai. Quando saiu em video, aluguei exatas 97 vezes. O cara da locadora até me deu uma capa de video cassete. Quando passou, uma única vez, na Sessão da Tarde, gravei. E assisti incontáveis vezes após isso. O bastante para, até recentemente recitar o filme completamente, de cabeça. Não parei para pensar se ainda consigo fazer isso. Me pergunto se o Amer também conseguia fazer isso.

Hoje em dia um personagem morrer e voltar algum tempo depois é corriqueiro, mas naquela época, a morte do Líder Optimus foi um trauma para toda uma geração, com o impacto de 100 Mufasas. Não sabiamos que ele acabaria voltando, para nós era permanente e era a morte de um ícone. Optimus é um dos poucos líderes de equipe que é respeitado e adorado pelos fãs (ciclope, você ainda é um bosta, mesmo bancando o fodão) e é frequentemente comparado a uma figura divina, pelas suas convicções e atitudes.

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Lá fora contou com, além dos dubladores da série, incluindo o foda Peter Cuellen, Orson Welles em seu último trabalho,  Leonard Nimoy e Eric Idle (Monty Phyton. Sir Lancelot, porra!!). Aqui no Brasil houveram duas versões da dublagem. Uma com Celso Vasconcellos como Optimus e a outra com o falecido Darcy Pedrosa, outros dubladores também mudaram. Houveram algumas mudanças nos dialogos, ou melhor dizendo em algumas frases. Mudaram as palavras, o sentido era o mesmo. Divergencia de tradução creio. E por muito que goste do trabalho de Guilherme Briggs posteriormente, com todo respeito, Darcy Pedrosa será sempre o Líder Optimus.

 

Eu tinha encontrado, um tempo atrás o filme completo no youtube. Mas como já tinha baixado as duas versões da dublagem, não gravei. Tem outro link do filme ainda está lá, naquele formato de vários videos. Recomendo na verdade baixar ou buscar assistir online a versão completa, seja qual dublagem for.

Essa é a primeira parte.

 

E para se sentirem como heróis, The Touch

Zweist
14/07/2014