The Warriors e a literatura universal

Ninguem tem a obrigação de saber  tudo sobre historia, mas a ausência de certos episódios dos livros escolares chega a ser criminosa.

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Principalmente se pensarmos que inspirou um dos mais porradeiros e mais oitentistas filmes de todos os tempos, The Warriors, conhecido no campo de bocha do meu bairro como Os Selvagens da Noite.

No caso, o filme é baseado na obra Anábase, do soldado-escritor-chutador-de-sacos Xenofonte e detalha a jornada de 10.000 mercenários gregos contratados para lutar contra o rei persa Artaxerxes. Eles vencem a batalha e tiveram uma súbita falta de emprego, pois o sujeito que os contratou, Ciro o Jovem,  morreu de um caso agudo de ser apunhalado até a morte.

Esse Cirus teve um fim parecido.

Esse Cirus teve um fim parecido.

Agora eles estão isolados no meio de um território compreensivelmente hostil, haja vista que é dominado pelo brother que eles queriam aliviar do peso da cabeça sobre os ombros.

E bem que Socrátes, ídolo do Corinthians, que era professor de Xenofonte, tentou convence-lo a não embarcar nessa viagem. Ainda bem, pela literatura, que ele não conseguiu. Mas Xenofonte não deve ter pensado nisso na hora. Ele devia estar preocupado com o espirro.

Veja bem, os gregos consideravam o espirro um sinal dos deuses, e quando os lideres dos 10 mil foram capturados e mortos, eles deliberaram sobre o que fazer. Depois de um pânico saudável, um sujeito espirrou. Os gregos se ajoelham, rezam e interpretam isso como um sinal que deveriam voltar pra casa.

E lá foram eles. Atravessando montanhas, desertos, topando com tribos hostis, a perseguição dos exércitos de Artaxerxes, falta de suprimentos , moral baixa e outros problemas que faziam o seu dilema sobre jogar com Druid ou Hunter em Heartstone parecerem insignificantes. E é porque é mesmo, seu biltre.

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É uma puta historia. Xenofonte escrevia em e manjava em deixar o leitor interessado. Esse poderia ser um filme foda. Embora The Warriors preencha bem essa lacuna. Diz se não seria muito melhor ver um bando de gregos modafókas abrindo caminho à espadadas e tripas espalhadas do que uma porra de um sniper chorão?

Por sinal, The Warriors foi inspirado em um livro, escrito por um sujeito chamado Sol Yurick, inspirado em Anábase. Mas acaba que o filme é mais fiel à Anábase que o livro.

E então? Vocês acham que as crianças cresceriam muito mais como seres humanos se soubessem essa historia de pura fodassidade concentrada ou se continuassem sendo ensinadas sobre quais eram as porras das capitanias hereditárias?

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“O mar! O mar!”

 

 

 

Zweist
03/03/2015