The Clash – London Calling

Tentando fazer essa bagaça virar uma coluna semanal.bigger

Antes de chegarmos ao álbum, uma pequena introdução (ui) para os que não conhecem a banda. The Clash foi formado em 1976, tendo participado da primeira onda do punk rock britânico, e é considerada uma das principais e mais influentes bandas não só do movimento punk, mas do rock de maneira geral. A banda lançou 2 discos que foram muito bem recebidos em território britânico, The Clash (1977) e Give’Em Enough Rope (1978). Ambos apresentam o punk seminal praticado pelas bandas da época, mas com a assinatura musical característica da banda. Entre as músicas que se destacam em ambos, podemos citar White Riot e Tommy Gun.

Em 14 de dezembro de 1979 foi lançado London Calling, um álbum duplo que conta com 19 músicas em seu total. A capa do álbum capta a fúria do baixista Paul Simonon sendo descontada em seu baixo devido problemas de som durante uma apresentação na turnê de divulgação de Give’Em. As letras na capa fazem uma alusão ao primeiro álbum de Elvis Presley. Em termos musicais, o disco apresenta boas diferenças em relação aos dois primeiros, a banda passou a usar em suas músicas elementos de ska, reggae, pop, soul e rockabilly.  O disco foi muito bem recebido por público e crítica e hoje é apontado por muitos como um dos melhores álbuns da história do rock.

The Clash

 

E por que esse disco me marcou? Dizer que é simplesmente um puta disco já não é resposta? São 18 músicas que passam pelos alto falantes voando e você perde as contas de quantas vezes já as escutou no dia. Gosto muito de música, é raro o dia que não separo uns minutos apenas pra escutar uma banda ou duas. E London Calling é um dos poucos álbuns que volta e meia entra no playlist, e um dos poucos que ouço religiosamente todas as músicas, sem essas viadagens de passar pras mais conhecidas e foda-se o resto do disco.

Essa é outra parte do charme desse disco, não tem música que você passa pra frente pois é mais fraquinha que o resto. Da cabulosa London Calling até a pop Train in Vain não existe música pra tapar buraco. Um minuto você está curtindo um rockabilly em Brand New Cadillac e em outro o reggae de Revolution Rock te faz dançar na cadeira.

Aos que conhecem, digam sua opinião, os que desconhecem, eu sugiro que procurem.

 

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