Telenet Japan, casa de Valis e Gaiares – O Auge

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Segunda parte. E noto um padrão de trilogias.

Outra das séries da Telenet era Exile. O jogo era um RPG-Action e era da pesada. A história era sombria e incomum. Sadler vivia na época das Cruzadas em cerca de 1120. Ele tentava unir o mundo sob uma mesma religião e se encontrava com várias figuras históricas como o cavaleiro Hugues de Payens (que foi o primeiro Grão-Mestre dos Templários e é importante no jogo) e Pitagoras. Ele tenta ressussitar Noé e mata inumeras divindades budistas e hindus e enfrenta Hiram Abiff, uma figura alegórica mencionada no ritual maçônico, que é figurado como mestre de construção do templo do Rei Salomão. Fora que para se curar e aumentar atributos nada de potions e herbs. Sadler seria pioneiro nos games e usava coisas como cocaina, ópio, LSD e peyote. Barra pesada até pros padrões GTA.

E a jogabilidade era simples e sólida.

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Cenas de Exile

Mas o controle de qualidade da Telenet não era exatamente muito bom. Coisas como Traysia, um RPG extremamente genérico, Dino Land e o péssimo mecha shooter, Browning saiam da empresa e não ajudavam em nada a sua reputação.

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Beast Wrestler, jogo de luta muito ruim. Ruim pra caralho.

E um port de Golden Axe para PC-Engine, muito ruim.

Não que a Telenet fosse uma péssima softhouse. Quando acertava, acertava bem.

Na época, a Telenet era grande o bastante para ter várias sub-divisões. A Riot fazia um port de Valis, a Laser Soft preparava Cosmic Fantasy. E havia a Wolf Team.

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Apesar de trabalhar em PC games por anos, a Wolf Team deve sua reputação pelos seus jogos de Mega Drive). Primeiro foi um port do shooter e Granada. É da Wolf Team o excelente Arcus Odyssey.

 

E El Viento. Veja o review. Em três partes. Aqui também.

No fim de 1991 a Renovation (parte americana da Telenet) se tornara uma das maiores publishers para o Genesis. El Viento e Valis tinham uma base de fans nos EUA e no Japão. A Working Designs trabalhava para lançar nos EUA Cosmic Fantasy 2 e Exile. E Gaiares provou ser um sucesso de critica.

Como acreditava na Sega, a Telenet apoiou o Mega CD, e colocou a Wolf Team para trabalhar. E rapidamente tinha Earnest Evans, Sol-Feace, Fhey Area, e Aisle Lord prontos para lançar.

Infelizmente Sol-Feace era um saco. Cansativo. Outro jogo, Fhey Area, embora tivesse as tradicionais cutscenes de qualidade, era uma RPG rotineiro e básico, assim como Aisle Lord.

Agora Earnest Evans… esse foi um golpe pesado. Era um prequel de El Viento, focado no arquelogo que protegia Annet. E tentava um conceito visual novo. Earnest era um sprite com juntas, cada um dos seus membros era animado independentemente. Já foi muito usado em personagens não humanos, normalmente com tentáculos e fo usado até no recente Odin Sphere de PS2. Mas em Earnest foi um fiasco horrivel. Parecia uma marionete desconjuntada, manipulada por um bebado. E o resto do jogo não era melhor.

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A Wolf Team e Telenet ainda fizeram para o Mega CD uma compilação da série Arcus, Cosmic Fantasy, e vários ports de velhos arcades full-motion-video como Road Avenger, Time Gal, e Cobra Command. Esses jogos eram divertidos, mas os originais para Mega-CD não eram. Devastator, um jogo de mecha era muito ruim. E a continuação de El Viento, Anett Futatabi se tornou um sub-clone de Golden Axe. Com excelentes cutscenes no entanto.

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E situação se tornou ainda pior. O Mega CD não foi exatamente um sucesso e acabou como sistema em 1993. Mas a Telenet resolveu se voltar para o RPG. E o melhor lugar para isso era o Super Famicom.

Depois de lançar alguns ports para o console, a Telenet seguiu com alguns originais, bastante incomuns como Hiouden: Mamonotachi Tono Chikai, um jogo de estratégia e Dark Kingdom, um RPG em que o jogador tem que conquistar o mundo ao invés salva-lo.

Outra jogo do periodo foi Neugier. Um action-RPG que tinha algumas inovações. Não encontrei muitas informações sobre esse título, exceto que o jogo contava com alguns profissionais da industria do anime, como Kia Asamiya e o escritor Noboru Aikawa (de Vampire Princess Miyu OVA entre outros) E a versão americana foi cancelada.

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A versão de SNES de Valis IV, (com o original nome SUPER Valis IV) foi um desatre. Sem as famosas cutscenes e com apenas um personagem ao invés dos quatro da versão de TurboGrafx-16 .

Haveria ainda uma versão de Arcus Odyssey e Neugier mas não aconteceu. A Renovation foi abruptamente vendida para a Sega. E naquele tempo, a Sega não trabalhava para a Nintendo ainda.

 Então, mais uma parte? Mais uma parte.

  • O_Comentarista

    Pelo q percebi, a Telenet lançava muita coisa pra ver se uma ou outra vingava.

    E hoje vc tem empresas muito mais estruturadas, mas só ficam no mesmo jogo…

    • O Impronunciável Zweist

      Haviam, obviamente, riscos financeiros em arriscar jogos novos, mas eram menores e o mercado via poucas continuações.

      • Anubis_Necromancer

        Sim, por isso os jogos dificeis.
        Pois permitia que você desse tudo de si num jogo, até sair sua continuação ou sucessor espiritual.
        OU gerando suas “derivações”, como S.C.A.T. e Forgotten Worlds.

  • Frogwalken

    ” Saiba, Ó Príncipe , que em Eras Antigas havia uma disputa equilibrada entre dois Reinos, SEGA e NINTENDO.

    Até um Terceiro Reino, chamado SONY, aparecer com a sua arma mortal chamada PLEISTEIXU e romper o equilíbrio.

    Há quem diga que o Reino da SEGA pereceu porque havia acabado o estoque de DERBY… “

  • Bob Balburdia

    Não tinha idéia que o personagem de Exile era um noiadão da porra.
    Traysia era bem simplisinho mesmo.
    E Beast Wrestler parecia bem interessante na revista.