Star Trek Continues

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Contiuando a missão de cinco anos.

 

Há pouco tempo atrás, a Paramount e a CBS, detentoras dos direitos sobre Star Trek lançaram um conjunto de regras para, digamos, legislar sobre fanworks, em particular os fanfilms.

Bem, Jimmy, a palavra é “draconiana”.

O problema começou com um fan film chamado “Anaxar“. O filme levantou uma grana no kickstarter e estava seguindo. Mas a Paramount argumenta que eles tem os direitos da marca e não querem competir contra a própria marca, o que faz sentido, principalmente com um novo filme próximo do lançamento.

Por outro lado, os fãs e criadores de Anaxar dizem que a visão da Paramount de Star Trek é muito diferente de Star Trek que eles amam. E estão certos nisso. Então onde acaba o fã filme e começa a quebra de copyright?

"Onde?"

“Onde?”

Então vieram essas regras. São dez mandamentos e a ironia não me escapa nisso.

Algumas: O filme não pode ter mais que 15 minutos, ou duas partes de 30 minutos. E não podem ser mais de duas partes. O orçamento máximo é de 50 mil doláres. Não pode haver lucro (o que já não há). Não podem haver atores profissionais. Todo o figurino, adereços e o caralho à quatro tem que ser oficial, se houver. Então aquele uniforme que sua tia costurou está fora.

Não pode haver o titulo Star Trek. Mas tem que ser algo assim “O prisioneiro dos Veganitas” e um subtitulo “A STAR TREK FAN PRODUCTION”. Não pode ser oferecido em midia fisica, ou digital que gere algum lucro e deve ser pg13, ou seja, nada alcool, drogas, sexo e demais coisas caóticas. Há mais algumas, mas essas são as fundamentais.

Como sexo com mulheres alienigenas.

Como sexo com mulheres alienigenas.

É compreensível que eles queiram proteger sua propriedade intelectual, totalmente. Mas essas regras, as punições implicadas e a forma como isso será feito parece esquecer uma coisa, que foram essas pessoas que mantiveram, e mantém, Star Trek como parte da cultura.

Foi a ação de fãs que fez a NASA batizar o primeiro onibus espacial de Enterprise. Foi a ação desse pessoal que garantiu que uma série meio esquecida dos anos 60 fosse para o cinema e permanecesse viva hoje. E mais importante para os estudios, rendesse muita grana.

Então fico pensando em como vai ser o futuro dos fanfilms.

Há um canal chamado Star Trek Continues, que, sinceramente, é um dos melhores conteudos do Youtube.

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Eles estão fazendo episodios continuando a série clássica, ou seja, a missão de cinco anos (a série só teve três temporadas) mas de uma forma sensacional. É praticamente como assistir um episódio da época. Os trajes, efeitos especiais, iluminação cenários, músicas, é absolutamente fiel. O segundo episodio, “Pilgrin of Eternity” conta inclusive com o ator que fez o papel de Apolo no episódio Lamento por Adonis, Michael Forest, tantos anos depois. Claro, há uma explicação do porque o cara, que era jovem e bombadão está velho se passaram apenas dois anos desde seu encontro com Kirk e companhia.

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Imagino que a presença de Grant Imahara, de Mythbusters deva ajudar nos efeitos visuais. E naturalmente o cara não deixaria a chance de interpretar Sulu. E há outros pequenos detalhes. Marina Sirtis, a conselheira Troi de A Nova Geração, faz a voz do computador da nave. E a mãe da conselheira, Lwaxanna Troi, foi interpretada por Majel Barret, que era a voz na série original.

E Lou Ferrigno volta para a verdura.

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São episódios de quase uma hora, e que captam totalmente o ar da série clássica.