Sexta do Playstation -Soul Reaver

Vampiros como devem ser. Monstros.  

Continuação de Legacy of Kain, lançado em 1996 para o PS1 e depois portado para outros, Soul Reaver apresenta o protagonista (herói é pouco aplicável aqui) do game anterior, o vampiro Kain governando um imenso império vampirico. Ele está bastante alterado e bem menos humano, já que se passaram séculos desde Legacy of Kain, talvez mais de mil anos.

 

O verdadeiro protagonista aqui é Raziel, o tenente de Kain e o primeiro de seus “filhos” . Visualmente falando, aqui, ele  está a um passo de Crepusculo, com cabelinho  arrumado e lábios pretos. Mas calma que isso não dura. Isso porque Raziel pisou na bola e evoluiu antes de Kain. Explico. Os vampiros aqui se alteram com o tempo ganhando novas caracteristicas, como garras, se tornando menos humanos. Normalmente as crias de um vampiro assumem as mesmas caracteristicas que o seu criador, alguns anos depois dele. Raziel ganhou enormes asas de morcego antes de Kain.

"Bonita asa, Fernandinho". Os velhos entenderão a referencia.

“Bonita asa, Fernandinho”. Os velhos entenderão a referencia.

Kain, espantado, e possivelmente invejoso, ARRANCA os ossos das asas com um único golpe, deixando apenas a membrana de pele presa ao corpo de Raziel. Como se não bastasse o condena à destruição, ordenando que seus outros “filhos” o arremessem no Lago dos Mortos. Como os vampiros aqui seguem a cartilha mais clássica de fraquesas (luz do sol, sob o reinado de Kain bloquada por uma cortina de fumaça perpétua; estacas no coração e água corrente) isso é a morte para Raziel.

Ou deveria ser.

Após uma dor agonizante, séculos dela, onde boa parte de seu corpo foi destruido, Raziel desperta, aparentemente no fundo do lago, com uma aparencia ao mesmo tempo ridícula e fenomenal, saudado por uma voz cavernosa que lhe diz ser digno.

Ridicula. Como ele fala sem maxilar?

Ridicula. Como ele fala sem maxilar?

 

A voz lhe informa que ele renasceu como um ser sugador de almas e lhe cabe trazer o equilibrio à terra de Nosgoth, acabando com a praga vampirica. Ele não aceita bem, mas movido pela vingança, aceita.

Fenomenal.

Fenomenal.

E isso é tudo que vou dizer da história. Primeiro porque ela tem uns plot twists fantásticos e segundo, porque ela é imensa e complexa, ficando maior e mais complicada a cada continuação. Mas é tão fodidamente bem escrita que vale a pena se aprofundar.

Gráficamente é um dos melhores, se não o melhor, que o Playstation tem a oferecer, apesar de competir com Vagrant Story nesse sentido. Texturas magnificas, passando perfeitamente a decadencia do lugar e modelos de personagens bem construidos. O jogo usa umas soluçoes excelentes para lidar com os loadings por exemplo, eles ocorrem principalmente nas mudanças do Plano Fisico para o Plano Espiritual, ao qual Raziel passa a ter acesso em sua nova “vida” e é vital para resolver puzzles e avançar.

Soul_Reaver_5

 

Falando em puzzles, o jogo apresenta uma boa mistura dos onipresentes puzzles com caixas dessa era do PS1 com ação variada e vários movimentos como planar de um lado ao outro, já que suas asas destruidas não permitem mais um vôo real.  Além das garras, Raziel conta com lanças normais ou improvisadas para empalar seus inimigos, fora a presença de rasgos de luz solar atravessando o teto de fumaça, água e fogo. Mais pra frente ele adquire uma nova e vital arma e mais opções de combate, sempre, se possivel terminando a luta sugando a alma de seu adversário. O que é vital, já que, como ser espiritual agora, a energia de Raziel baixa pouco a pouco no Plano Fisico.

Raziel não pode ser morto de forma definitiva. Se seu corpo fisico é destruido ele retorna ao Plano Espiritual. Se ali, for destruido antes de reunir energias para voltar ao Plano Fisico, é arremessado de volta ao local de seu renascimento, lááááá no começo do jogo.

Um cosplay de Raziel. Bicho horroroso.

Um cosplay de Raziel. Bicho horroroso.

O mundo de Nosgoth é aberto, mas você só terá acesso à muitos lugares após adquirir certos poderes, vindos das almas devoradas de seus irmãos. E falando neles, lembra quando falei que eles mudam com o tempo? Bem, os séculos não foram muito gentis com esses caras.

A parte sonora é outro destaque, com músicas excelentes e uma dublagem dos personagens magnifica, com destaque para os dubladores de Kain e Raziel.

 

E as chances de vermos a continuação, há menos que role um reboot são remotas, sabe-se lá o porque.  O recente jogo Nosgoth-alguma-coisa é um multiplayer fedorento que se passa lá e só.

Segue a abertura.

 

E para aqueles com paciencia, Legacy of Kain: Soul Reaver – O Filme. (Na verdade as cinematics e umas coisinhas mais. Bom programa para aquele domingo modorrento)

  • Deixa eu admitir aqui: eu adorava esse jogo, mas nunca consegui zerar… Mas o designer do Raziel é animal!

  • O_Comentarista

    Excelente jogo.

    E lembro da piada envolvendo o nome, dizendo “Sou Horeaver”.

  • Felipe P. Silveira

    Nunca zerei essa porra, devo ter gastado umas 70 horas.

  • Maria Hill, pau no bombril

    Alguém já jogou Gekido??
    Um Beat ‘em up do Play meio obscuro, mas legal pra caralho. Vale a pena dar uma olhada

  • Churrumino

    Esse era um jogo que merecia um reboot tipo o que fizeram com o Tomb Raider.

  • Inacreditavel_Neo

    Pelo jeito não sou o único aqui que achava o visual foda e nunca conseguiu zerar o jogo.

    Hehehehehe!!!

  • GaribilboBolseta

    Post de sexta com mais de 5 linhas??? JEMMMTHYY!

  • Ultr0n

    Essa série é fenomenal. A trilha do Information Society é foda e o protagonista é o cara mais traído que existe!