Resenha – Cães de Guerra

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Gritar “alerta” e deixar passar os cães de guerra.

 

Normalmente não se espera encontrar Jonah Hill em um filme sério, mas ele não é totalmente estranho à seriedade e já foi indicado para uns premios por papéis sérios.

Da mesma forma o diretor Todd Phillips, tendo dirigido a franquia Se Beber Não Case também é uma peça estranha aqui, mas faz sentido se pensarmos que, bem, é a historia de dois caras que também pareciam deslocados no meio de seu ambiente.

O filme é baseado na historia real de Efrain Diveroli (Jonah Hill) e David Packouz (Milles Teller). Em 2005, David era um massagista (dos que fazem massagem mesmo) e tentava fazer algum vendendo lençois de alta qualidade para asilos. E ele estava fodido, porque a ultima coisa que os asilos se importam é qualidade para os velhinhos. Até que, no funeral de um amigo, ele reencontra seu parça do colégio, Efrain.

E como é um filme com Jonah Hill, não faltam uns bongs e demais apetrechos

E como é um filme com Jonah Hill, não faltam uns bongs e demais apetrechos

Efrain voltou para Miami para seguir com seu próprio negocio, venda de equipamentos militares. Há toda uma explicação do porque o Pentágono tem que trabalhar com gente miuda ao invés dos grandes conglomerados de armas, mas o importante é que é uma puta chance e Efrain oferece uma parceria para tirar David desse buraco onde ele está, principalmente porque a primeira filha dele está pra nascer.

Então eles acabam se enfiando no mercado internacional de armas, que, mesmo na legalidade, é longe de ser o mercado internacional de bichinhos de pelucia. Então eles tem que se meter em lugares fodidos e com gente fodida e mais foda que eles.

O verdadeiro David Packouz, ele faz uma ponta no filme e até inventou um treco para guitarra.

O verdadeiro David Packouz, ele faz uma ponta no filme e até inventou um treco para guitarra.

Há uma inevitável dose de ficção no filme, com algumas coisas que aconteceram na verdade com o roteirista Stephen Chin, que ficou um tempinho no Iraque.

No geral, o filme não derrapa para o drama pesadão, porque tem momentos engraçados, mas que não parecem forçados pelo menos, o que é um ponto tremendamente positivo. É um filme bom pra assistir, mas não precisa ser no cinema, basta esperar chegar num netflix da vida. Ou não, se é que vocês me entendem.

ou vocês podem procurar outra obra sobre comercio de armas, bem aqui.

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Em tempo, quando vi o nome do filme, inicialmente pensei ser uma adaptação do livro Cães de Guerra, que, embora seja uma ficção sobre um ataque mercenário, dedica bastante tempo explicando como funciona o mercado internacional de armas.

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Zweist
21/09/2016
  • (…) inicialmente pensei ser uma adaptação do livro Cães de Guerra, que, embora seja uma ficção sobre um ataque mercenário, dedica bastante tempo explicando como funciona o mercado internacional de armas.

    Pelo visto o filme adaptou a história errada. Se fosse baseado no livro, provavelmente teria sido melhor.

  • O_Comentarista

    Pra mim filme que fala muito bem sobre o mercado de armas é o Senhor das Armas, mesmo tendo o Nicolas Cage.

    • Bob Balburdia

      Como assim? É o Nicolas que deixa o filme mais verossímil e ao mesmo tempo fantabuloso!

  • Egon-arseface pra preacher

    “baseado em fatos reais” so me lembra que semana passado um amigo meu ligado em filmes ruins(não filmes ruins, filmes ruins tipo qualquer atividade paranormal) me obrigou a ver O Ritual com Anthony Hopkins porque segundo o marketing era um dos mais verossimeis sobre exorcismo.

    alem de ser mais um filme que não acontece porra nenhuma até os 15 minutos finais, so faltou descer uma espada flamejante do ceu pra enfrentar o capeta de tanto aquilo que estava falso. E ele terminou dizendo que eu não gostei por ser ateu

    • Anubis_Necromancer

      Esse filme é ruim mesmo.
      Nem eu que sou religioso gostei dele.