Reaproveitando: Red Dead Redemption

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Mais um post gigante sobre algo manjado e que todo mundo já deveria ter jogado? Pois é, :/. Yooo, viajantes. Tudo bão c’ocês? Eis aqui uma postagem sobre algumas impressões sobre esse jogo incrivelmente aclamado, o melhor de seu ano de origem (2010) e, possivelmente, um dos melhores de toda essa geração. Eu gostaria de ressaltar, nessa introdução porca, que esse texto não terá spoilers. Caso tenha alguma informação sobre algum tipo de acontecimento, será algo que não afetará sua jogabilidade, somente para ilustrar uma situação. Bom, chegaremos lá.

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Antes de começar a ler (ou não), gostaria de pedir um favor: prepare sua ambientação… faz parte do que pretendo alcançar… Abra a janela, deixe um pouco de sol entrar, esteja confortável. Além disso, prepare seu fone de ouvido e, imediatamente, dê play no video abaixo. O que ele contém? A trilha sonora INCRÍVEL do jogo! E vocês devem estar pensando: “Por qual motivo eu faria isso? Quero só ver as imagens, porra”. Bom, não tiro sua razão. Só queria deixar registrado o que aconteceu, exatamente, comigo.

Red Dead Redemption (RDR) é um jogo open world (mundo aberto) do ano de 2010, desenvolvido pela Rockstar Games, a maioral. O jogo é um sucessor espiritual de Red Dead Revolver, que eu não joguei direito, mas parecia ser bastante legal pelo pouco contato que tive. Começamos a aventura na pele de John Marston. Logo de cara, começamos a simpatizar pela personagem e suas motivações, porém ele ainda aparece ser genérico demais. Distante demais da gente. E essa situação muda depois de pouquíssimo tempo. Marston evolui de uma forma incrível a partir dos primeiros minutos de jogo… Tanto que esquecemos de que temos essa vida “normal” e passamos a agir de acordo com o início do século 20. Como num bom jogo em mundo aberto, temos a opção de fazer tudo o que quisermos, desde subir num cavalo e seguir rumo ao infinito, caçando bandidos e ajudando estranhos até seguir fielmente a trama principal do jogo. As missões possuem, geralmente, um único modo de prosseguir… modo esse que é sempre indicado pra gente na parte superior da tela.

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Enfim, porque digo tudo isso? É só para achar uma forma de chegar no ponto que quero chegar de fato. Tenham em mente que esse é um jogo incrível não somente pela historia grandioza que o guia, mas pelo tratamento ímpar para nossas excentricidades e uma preocupação descomunal com os detalhes, aspectos que tornam a jogatina uma experiência única para cada pessoa. Não entendeu nada? Vou contar uma historinha para vocês:

Em uma bela madrugada (da vida real, porém uma manhã incrivelmente ensolarada no México), estava andando e admirando as paisagens, parando para colher algumas flores e almeijando encontrar um lago para parar e descansar um pouco. Nesse caminho, deparo-me com um cidadão clamando por ajuda. Era um xerife. Sua carroça fora sabotada e dois crimonosos fugiram. O mesmo havia sido ferido e nos pediu por ajuda… Trazer os fugitivos, vivos ou mortos… Não importava como, só precisaríamos garantir a segurança das pessoas nas cidades vizinhas. E lá foi o bom Marston e seu fiel escudeiro, um cavalo tão negro quanto as sombras que as montanhas projetavam no chão. Nós dois partimos e começamos a caçar os fugitivos. De imediato, peguei minha corda, desci da montaria e comecei a laçá-los. Pouco tempo depois já os tinha sob controle e os levei até o xerife. Chegando lá (ainda banhados por aquele sol escaldante), recebi agradecimentos e dinheiro, além de uma promessa de um mundo mais seguro, já que eram dois criminosos terríveis. O fato de eu ter levá-los vivo só aumentam ainda mais a nossa experiência do jogo, nos tornando vigilantes sempre dispostos a ajudar pessoas e autoridades. Assim que dou meu primeiro passo em direção ao cavalo, o xerife saca uma pistola e mira na cabeça de um dos indivíduos que ainda estava amarrado. Dois disparados são realizados. Dois corpos são contabilizados. Após isso, posso ouvir o xerife murmurando alguma coisa, logo antes de sair mancando em direção a cidade. A essa altura, meu cavalo estava me esperando e, ao olhar novamente para os corpos (que estavam na parte de cima de um barranco), percebo quão limpo estava o céu. Ele estava alaranjado, um sinal de que estávamos indo de encontro com a noite, uma oportunidade perfeita para descansar em nosso acampamento básico.

Não sei quão chato isso pareceu para vocês, mas tentei reproduzir como me senti vivendo na pele de Marston nessa passagem. Em nenhum momento (falando na vida real agora) fiquei abalado com essa situação, apenas curioso por ter levado os fugitivos em vida, enquanto poderia tê-los apagado sem nenhum tipo de esforço. E é nisso que o jogo consegue ser uma experiência recompensadora…. A aleatoriedade dos eventos e a forma que isso nos é apresentada abrilhantam muito as coisas. A paisagem e o seu estado de espírito são outros elementos que ambientam ainda mais esse universo, o primeiro mais visualmente e o segundo de uma forma mais subjetiva.

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A trilha sonora desse jogo é, sem nenhum tipo de dúvida, umas das melhores que já ouvi na vida! Sério… não tem como não entrar no maior climão western com elas. Estou ouvindo ela enquanto escrevo isso… e sigo bastante empolgado. Isso sem deixar de comentar que um leve vento entra no meu quarto, mas não o suficiente para me fazer esquecer quão quente encontra-se o dia. É disso que eu estou falando. É disso aí que RDR fala também. E lembram que disse que são os detalhes que contam? Todo aquele mix de ver o por do sol, ouvir o galope de nossa cavalo e arrastar os fugitivos até o xerife não são pontos vitais para o jogo, mas são pontos vitais para nos apaixonarmos por ele. E é, basicamente, por isso que sinto que não deveria escrever um post-review que falasse sobre os aspectos técnicos do jogo, isso ia acabar com a experiência que nos é proporcionada, um pecado sem tamanho. Sei que esse texto vai ficar gigantescamente gigante, mas adoraria escrever uma outra passagem do game. Uma que, basicamente, me fez pensar na minha vida por uns bons minutos.

O local: o México novamente.

A ocasião: estava chegando na terra, ainda inexplorada por Martson. O que nos leva até lá não será mencionado, isso deixa todo o clima muito mais profundo para quando chegarem. A primeira coisa que fazemos ao chegar é pegar uns cavalos e seguir rumo ao nosso objetivo, uma cidade que ficava bastante a frente… temos um longo caminho a seguir. Novamente, olho para o céu e reparo que o sol está fraco. A música Far Away de Jose Gonzalez começa a subir aos poucos (pode ser conferida em 01h01min46seg da soundtrack que mandei ou individualmente ao clicar no nome da música). O tempo parece nublado… Algumas nuvens amaeçam se juntar. Logo acelero o máximo que posso, mas sem tirar um dos olhos do incrível rio que segue por quase todo o caminho à minha direita. Diversos personagens mexicanos cuzam meu caminho, gritando qualquer coisa em espanhol. Apenas ignoro-os. Chego na cidade junto com trovões. O céu já estava tomado por nuvens… era uma questão de tempo para começar a chover. Ao pisar no local, fui abordado por 3 indivíduos. Em nenhum momento desejei parar ali ou, até mesmo, conversar com eles, mas não tive escolha. Ser um gringo em terras desconhecidas não é nada fácil, pouco de nossa lingua nativa e muito de abuso de territorialidade. De repente, meu chapéu me foi tirado, eles pretendiam acabar comigo ali mesmo. Marston é mais rápido, mais feroz, mais expeeriente, mais humano e saca seu revolver, atirando nos 3 e recompondo-se. Enquanto abaixava para pegar sua arma, a chuva começou a cair desesperadamente. Após a cena, só pude sentir o mesmo alívio de Marston pelo clima. O sol de manhã o esteve castigando por toda New Austin e finalmente rolou uma trégua. Comecei a andar rumo ao meu objetivo, quando sou parado por um velho senhor… Ele também não parece sentir incômodo pela chuva e, incrivelmente, entende nossa situação e o motivo de estarmos ali. A história principal prossegue.

Onde quero chegar com isso? Porque eu tive uns bons minutos de reflexão? Esse caminho que adentrava o México me mostrou uma coisa… Fiz diversas coisas em minha terra natal: ajudei pessoas, matei bandidos, cacei animais selvagens e colhi diversas flores. Tudo isso culminou em uma nova rota, eu estava seguindo rumo ao desconhecido. São experiências importantes e que dizem muito daquilo que somos, mas não passam de um cenário se não quisermos. Essa, também, não é a lógica da nossa vida?

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Em muitas situações temos nossos caminhos longos e cansativos interrompidos por uma chuva fortíssima ou, ainda, alguns cidadãos que decidem nos parar e não pretendem sair de lá sem algumas moedas e nosso couro. Em meio a essa tempestade, encontramos também aquele sábio que é capaz de entender nosso tortuoso objetivo e pode nos indicar a melhor estrada para seguir até lá. Entendem onde quero chegar? É uma passagem que sintetiza nossa vida. Quantas vezes não deixamos coisas muito importantes para trás com a ideia de seguir em frente? Sempre lutando por algo novo e que nos ajude a criar mais ânimo para prosseguir? E é isso que define RDR em minha opinião. A capacidade de levar peculiaridades para um ponto tão extremo, tal qual nossa vida. Portanto, faça o possível para não pular diálogos ingame. Use e abuse de seu cavalo, as viagens são incríveis e estão longe de nos cansar. Pare para observar desconhecidos. Entre nos salloons devagar, empurrando as portas com todo o gosto mundo, algo que só os badasses fariam. Duele sempre que puder, mostre como as coisas funcionam com aqueles que os desafia. Siga o feno que passa despercebido pelo deserto. Reserve alguns dias parar beber e saia por aí, cambaleando e sem rumo. Viva!

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Gostaria de agradecer aqueles que entraram nesse post. Principalmente se chegaram até aqui. Desculpe-me por todo esse subjetivismo, mas foi a forma que achei de falar sobre esse jogo incrível. É naquele mesmo esquema das passagens do jogo, a aventura importa tanto quanto o final. Nada é perdido. Uma pena ele (o jogo) só estar disponível para os videogames, caso contrário seria mais fácil  atingir aqueles que ainda não o experimentaram. Agora,  estimados amigos, peguem uma cerveja, aumentem o som e curtam o resto da trilha sonora. Armem o sorriso em vossas caras e bebam essa cerveja. Bebam mais duas ou três de repente. Abraços para todosss! o/

Cgui
07/10/2013
  • Evandro Loco

    Novamente comentando, post foooooooooooooooooda!!!!!!!!

    • cgui

      s2 s2

  • GaribilboBolseta

    Post gigante hahahaha

  • casa nova?

    hummm, onde fica a geladeira?

    • cgui

      hahahaha… :D
      fica logo ali, atraixx de voxeam!
      e bem vindo, Gui! ;)

    • Evandro Loco

      Do lado do Xbox, fica a vontade!
      Só não vale trazer Itaipava porra!!

      • David EVH

        porra tu fala como se itaipava fosse vagabunda.
        As vezes eu compro GLACIAL ou COLONIA ! uahahhahaha

        • Evandro Loco

          Nooooooooooooossa, essa daí eu nem considero!

  • David EVH

    nesse jogo da pra fazer zuerage no saloom ? : )

    • cgui

      altas zueiragens , manu!

  • toddy cogumelo

    não joguei esse não!!!

  • Não vou mentir e dizer que fiquei empolgado com suas descrições das cenas, mas com certeza vou jogar RDR prestando muito mais atenção nos detalhes.
    Grande post!

    • cgui

      brigado, brother!
      é nóis, :)

  • Rafael Corrêa

    puxação de saco a parte, melhor post que já li sobre Red Dead, vc deixou bem claro a experiência que é passar várias horas ao lado do Marston, compartilhando sua luta pra encontrar sua família, sorrindo, chorando, vivendo ao lado dele. por ene motivos é o melhor jogo que já joguei e (provavelmente) que irei jogar, post foda sobre um jogo foda!

    ps: o momento no jogo em que toca Compass, é de uma imersão que não pra quantificar, eu nunca fui tão rápido atrás de um objetivo na vida. e não vou nem falar sobre o final

    • cgui

      obrigado, brow… :’)
      RDR tá na lista de uma das experiências mais incríveis da vida….
      (e sim, falo em geral mesmo… :D )

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