Poltergeist: o Fenômeno

Quase não termino essa porra de post.

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Esse foi um filme que realmente moldou boa parte da minha infância. Eu tinha um medo descomunal dele e ainda hoje me perturba um pouco. Um pouco o caralho. Perturba pra porra.  Nenhum outro filme fez ou faz isso. Exorcista, Sexta-feira 13, ASerbian film, Cinderela Baiana, nenhum outro.

Talvez o fato de morar perto do cemitério Vila Formosa ou um primo ter me dito que minha casa parecia a casa do filme tenha ajudado. Mas enfim…

O filme gira em torno da família Freeling que são o sonho americano encarnado. Três filhos, uma casa novinha no subúrbio (só lembrando que “subúrbio” é diferente lá nos EUA. Lá é um bairro residencial de classe média alta, aqui é algo tipo Ferraz de Vanconcelos, um ermo), tudo excelente.

Eles só não contavam com o sonho americano desencarmado. Uma noite, a filha menor, Carol Anne acorda no meio da noite e é atraída pela estática da televisão que está fora do ar (para os muito jovens para saberem como era, segue o vídeo) e conversa com o aparelho.

Ela repete isso algumas noites, até que alguma coisa sai da tela. E Carol Anne diz para seus pais “Eles estão aqui.”

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Estranhos fenômenos começam a acontecer na casa, a principio em pequena escala. Até um crescendo de pesadelo. Carol Anne é sugada para sabe-se lá aonde e desaparece.

Os Freeling recorrem a parapsicologistas, que identificam um fenômeno de poltergeist. Steven, o pai, descobre com seu chefe que todo o loteamento foi construído em cima de um cemitério.

A família então apela para a médium Tangina. Ela diz que há várias presenças no local e a luz da força vital de Carol Anne as está distraindo de procurarem a verdadeira luz. E mais, uma das presenças é algo muito ruim, que ela chama de “A Besta” e está usando Carol Anne para manipular as outras presenças.

Depois de muito esforço eles resgatam Carol Anne e Tangina anuncia que a casa “está limpa”.

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Ela cometeu um grande erro.

Com Carol Anne resgatada, os Freeling decidem se mudar. Mas antes que isso aconteça, a presença hostil tenta novamente capturar a menina e no caos que segue, a família descobre que, apenas as lápides do cemitério foram retiradas. Os caixões e naturalmente, os corpos, estão todos lá.

Detalhe, eram esqueletos reais.

Detalhe, eram esqueletos reais.

O filme se encerra de forma irônica.

Há muitas lendas e controvérsias ao redor do filme e da franquia. Quem realmente dirigiu é uma delas. As historias dizem que Spielberg e Tobe Hooper não se entendiam e Spielberg, o produtor, teria assumido a direção de um enorme pedaço do filme. Os próprios atores parecem não chegar a um acordo de quem dirigiu o que e por quanto tempo.

O uso de esqueletos reais no filme é apontado como uma das razões da famigerada “Maldição de Poltergeist”, maldição esta que teria atingido várias pessoas ligadas ao filme, incluindo a própria atriz que fez Carol Anne, Heather O’Rourke com apenas 12 anos. O próprio Spielberg quase leva a pior, pois quase foi eletrocutado durante a cena da piscina perto do fim do filme.

A trilha sonora é de Jerry Goldsmith, garantia de qualidade, e nesse caso apavorante.

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O filme ainda rendeu duas continuações e uma série com nenhuma relação com o filme e foi assistindo esse filme que aprendi a calcular a distancia dos relâmpagos, contando o tempo entre o relâmpago e o trovão (veja o raio, conte os segundos até o ouvir o trovão e divida o numero por três, esses serão os quilômetros onde o raio caiu. Pra ser mais preciso, conte “um crocodilo, dois crocodilos…)

Esse é um filme que marcou muito, a mim em particular, e ainda se sustenta como um terror foda. Então veja pelo Netflix ou aguarde alguma madrugada silenciosa na Globo e assista.