One Piece por Garibilbo Pt 1 – O que gostei

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Bem amiches lá vamos nós para esse anime de quase 700 episódio, onde eu assisti 550 em uma semana, mais ou menos.

Para ser prático, como é um anime grande pra caraio, eu resolvi separar esse post em 2 tópicos, o gosto, e não gosto, muito fácil, não? Então vamos lá

Ps.: Se você não conhece NADA de One Piece, você não vai entender porra nenhuma disso aqui

Gosto

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Uma das coisas que mais gosto em One Piece, e em várias outras histórias, é a existência de um governo autoritário fascistoide que não liga para a vida de ninguém e torna a morte algo justificável. Em One Piece temos o governo mundial, que é a junção de vários países que ficam a mercê das leis e decisões desse governo. Até o episódio 614 (que é o que eu estou assistindo nesse exato momento) eu não conheci a fundo o grande irmão os cabeças do governo, só o que sei é que são todos senhores de cabelo branco. A maldade desse governo é tanta que eles permitem punições extremamente cruéis em Impel Down (a prisão de piratas), e mataram todos os habitantes de uma cidade, pois nela haviam arqueólogos que estavam prestes a descobrir a história por trás da formação desse governo. Além disso o governo dá total apoio aos escravocratas chamados Tenryuubitos, que são descendentes dos nobres que fundaram esse governo, e são simplesmente as pessoas mais escrotas da série (e olha que isso é difícil).

O humor de One Piece é bom, não sei ao certo se pode dizer que há um alivio cômico, pois a grande maioria dos personagens é engraçada em algumas situações. Monkey D. Luffy é o protagonista da série, e em quase todos os momentos ele é muito presente nas situações cômicas, por conta de ser um personagem muito inocente e natural em suas ações, sempre rompendo com as “regras de convívio social”, Oda disse que sua maior inspiração em One Piece foi Dragon Ball, não é atoa que o protagonista se parece tanto com o Goku. Usopp (também conhecido como Sogeking) também é um personagem que vive ótimos momentos cômicos, pois ele é extremamente medroso e prefere acreditar nas suas mentiras (lembrando bastante Barney Stinson de How I Met Your Mother). Oda, o criador da série, usa-se muito da estética para fazer humor, onde cria personagens com características toscas para te fazer rir mesmo sem você querer.

As musicas são um ponto alto da série, não as de abertura ou encerramento, mas as que os personagens cantam no anime. A primeira que gostei bastante é a musica tema de Sogeking, que obviamente é o Usopp, mas ele prefere fingir que ninguém percebeu isso. A musica tema dele grudou na minha cabeça, pois ela é muito “musica japonesa dos anos 70/80”, lembrando muito as clássicas aberturas dos tokusatsus que fizeram a infância de muitos nerds mais velhos que eu. Outra fantástica é Binks No Sake, que além de ser uma musica muito divertida, também recebe um significado muito importante na vida de um dos personagens, e essa sacada eu achei fantástica.

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Aproveitando a onda de Binks no Sake, é impossível não lembrar das muitas lágrimas que esse anime me trouxe. Em enredo dramático, o Oda manda bem as vezes, não acredito que ele tenha acertado em todas, pois existem muitos momentos que soa um pouco forçado, mas enfim. A despedida de todos eles ao seu barco é emocionante, pois Oda consegue dar vida ao barco de uma forma muito legal. As histórias da vida de quase todos os personagens é super emocionante, no qual eu dou destaque a do Brook e da Nami, que me fizeram chorar tal qual uma criança que apenas recebeu meias em seu aniversário. Não que as outras sejam menos emocionantes, para ser sincero é difícil escolher as mais tocantes.

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Os poderes são outro ponto forte da série. Poderes que a um primeiro momento não seriam grande coisa, como o próprio poder do Luffy de ser de borracha (como o poder do Srº Fantástico que é foda pela sua inteligencia e não pelos seus poderes), se tornam poderes muito bons a partir do que é colocado na série. Os personagens ganham seus poderes com a “fruta do diabo”, também conhecida como Akuma no Mi, existem 3 tipos naturais, a do tipo paramecia que lhe permite alterar a estrutura do seu corpo, a do tipo zoan que lhe permite se transformar em algum tipo animal, e a do tipo logia que permite o usuário a se transformar em algum elemento da natureza dando a vantagem de não ser atingido por ataques normais, porém aqueles que comem o fruto perdem seus poderes quando caem no mar, e não conseguem nadar. Além dos frutos também temos o haki, que seria um poder misterioso, onde eu acredito que seja baseado no espirito da pessoa.

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Uma coisa que eu gostei MUITO foi uma desconstrução que a história faz lá pelo episódio 400, trabalhando com a escravidão e o preconceito racial, que desconstrói muito bem o que acontece no começo da história. Até poucos anos antes da história começar, os tritões e as sereias (raça de personagens que vivem no mar, mas pelamor tu sabe disso) não eram vistos como iguais aos humanos (igual no sentido intelectual, social, cultural e etc) e sim como se fossem como qualquer outro tipo de animal, ou seja, as sereias e os tritões eram escravizados e discriminados pelos humanos. E então, quando descobrimos isso é desconstruído não apenas a história, mas também alguns personagens, e eu achei essa sacada muito boa, de pegar algo dos 100 primeiros episódios e trazer a tona. Oda também faz isso em alguns outros momentos, além de mostrar que em outrora um opressor foi um oprimido. O preconceito e a discriminação são muito bem trabalhados no arco da ilha dos tritões, pois trazem a origem disso, que é os mais velhos passando para os mais novos os preconceitos, e isso tornando-se um ciclo vicioso em ambos os lados.

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A alienação foi trabalhada de maneira sutil na série. No primeiro episódio conhecemos o pequeno Coby que queria ser um marinheiro para prender as pessoas ruins… ooooooh menino inocente, mal sabe ele que a instituição que ele acaba entrando é o maior mal do mundo. E não apenas para o menino Coby, as ações do governo mundial ficam sempre por de baixo do pano, e o cidadão comum não tem a mínima ideia do que esta acontecendo.

Como o post esta bem grande vou dividir em 2 partes, e também por que sou um safado. Bejos, Até o post em que eu vou falar mal. =D

Garibilbo
21/01/2016