Minha humilde opinião sobre o mercado de Mangás

Em outras palavras, “como as editoras poderia fazer melhor pra serem a NOVA SAMPA de amanhã”.

Durante a semana passada fui surpreendido por um ótimo post do Blog da Mara, onde em linhas gerais, ela relata alguns métodos conservadores que as editoras adotam para publicar mangás aqui no Brasil. Tal foi minha surpresa quando na sexta-feira, vi um vídeo no canal do Ursão Lindo VideoQuest comentando o referido post e ainda discorrendo mais um pouco sobre o tema:

 

Bom, concordo com a Mara, discordo em grande parte com o Leo Kitsune, principalmente sobre o fato da qualidade do papel e de que uma edição mais caprichada não faz diferença para a leitura. Mesmo assim o vídeo me despertou o senso crítico sobre o tema e resolvi elencar alguns pontos negativos que o mercado nacional adota, discorrer sobre algumas ideias e sobre o que REALMENTE precisa mudar por aqui. Então TOCA A VINEITA AI:

 

1) – DIVULGAÇÃO DE MATERIAL

Um dos piores problemas das editoras! Às portas de 2018 e elas utilizam seus sites como se estivessem no início dos anos 2000. Sério, é incrível como os lançamentos, cancelamentos e checklists do mês são desatualizados ou sequer informados de forma correta. Quantas vezes não fui conferir o “checklist do mês” pra constatar que muita coisa não estava no catálogo, mas já estava na banca, ou o contrário, tinha coisa no site que demorou meses para aparecer na banca.

Fora isso, as editoras utilizam uma publicidade dispersa, na qual você tem que verificar em inúmeros lugares pra confirmar a informação. Tem coisa divulgada em rede social mas que passa longe do site por exemplo.

PORRA!! É tão difícil assim montar um cronograma do que será lançado no mês e publicar tudo no site de uma vez só, com os títulos, capas e quinzena/semana de lançamento?

Depois que tá tudo no site, é só jogar os links nas redes sociais, não é difícil. Difícil é você ir na banca e sempre tomar aquela “surpresa”, com cancelamento, lançamento ou atraso na publicação.

2) – PUBLICAÇÃO CONSERVADORA

Normalmente as editoras seguem a seguinte fórmula para lançar um mangá por aqui: esperam o título em questão virar anime, depois esperam ele fazer um certo sucesso, esse sucesso refletir aqui, para só então trazer o mangá pra cá.  Exemplos não faltam, praticamente 80% (talvez até mais) do material publicado segue essa fórmula, mas pra citar alguns exemplos mais recentes temos One Punch Man, Boku no Hero Academia, Ataque dos Titãs e certamente em 2018 teremos o anúncio de Black Clover, já que o anime acabou de sair e segue bem o padrão Shonen “arroz com feijão”.

A impressão que dá é que as editoras não confiam no mercado nacional e se utilizam desse conservadorismo para “lançar títulos que já pegaram” devido o forte apelo popular. Assim, vamos torcer pra sair uma versão em anime de YAKUSOKU NO NEVERLAND, DUNGEON MESHI, ou KUSO MISO TECHNIQUE, para que anos depois possamos ver suas versões naquele papel jornal bacana. Porque fora isso, duvido muito que essas histórias simplesmente apareçam por aqui.

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Além de muito bom, é incrível saber que conseguiram publicar isso para um publico infantil

Na minha opinião, poderia haver uma pesquisa de conteúdo, seja por meio do ranking de mais vendidos, seja de forma mais crua, lendo as Shonens Jumps da vida e selecionando o que acharem melhor/mais interessante.

3) – PUBLICAÇÃO MENSAL

Item correlacionado ao anterior. Além do título ter que fazer um sucesso da porra pra ser lançado aqui, ele ainda precisa ter volumes suficientes para um lançamento mensal. DRAGON BALL SUPER tá no vol 4, YAKUSOKU NO NEVERLAND tá no vol. 5, eles vendem muito no Japão, mas as editoras só vão lançar os volumes por aqui quando eles estiverem concluídos ou lá pelo número 30.

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Nuss olha esse Vegeta SSJ GOD, tá marcando heim Panini, já devia ter começado a publicar

Mano! Custa fazer lançamentos trimestrais ou semestrais, pra galera ir comprando e acompanhando quase que simultaneamente com a gringa? Akira é anual (a JBC diz que é semestral, mas convenhamos), Slam Dunk é bimestral, já tá na hora de rolar uns lançamentos mais espaçados, do que simplesmente esperar o título fazer volume pra lançar de forma convencional anos depois.

4) – FALTA DE REIMPRESSÃO DE GRANDES MANGÁS

Isso particularmente me incomoda bastante, a editora adquire os direitos de publicação de um determinado mangá no Brasil, só que o mangá é gigante, com mais de 50/70 volumes e com uma publicação mensal/bimestral que se estende por anos. Exemplos? Vários! Naruto, Bleach, One Piece, Dragon Ball, Hunter x Hunter, etc.

O que acontece é o seguinte… a publicação se inicia, seguindo normalmente, só que lá pelo volume 30 por exemplo, o título já esta há uns anos sendo publicado e passa-se a ter 2 “problemas”. 1º o leitor que pegou a série do início pode ter perdido alguns volumes e está maluco pra completar sua coleção; 2º o leitor novato não vai pegar a publicação com o bonde andando, porque não vai entender bosta nenhuma.

Hunter x Hunter é o melhor exemplo disso! Por conta dos inúmeros hiatos a publicação encalhou no vol. 33, há previsão de que o volume 34 seja lançado no início de 2018. Agora, já que o título deu aquela esfriada (obrigado Togashi), porque não republicar do início, já que o vol. 1 foi lançado em 2008 – SIM 10 ANOS ATRÁS !! Muito melhor do que seguir dessa forma até o final, esperar passar anos e só depois fazer aquela enquete safada sobre o que querem republicar!

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O mesmo serve para One Piece, aproveita que tá no vol. 72, e relança do vol. 1 ao 30, espera um tempo e relança do 31 ao 60 e por ai vai.,Isso iria atrair novos leitores e manter o título “vivo” no mercado por mais tempo. Basicamente isso serve pra qualquer mangá grande que já esta a uns bons anos sendo publicado por aqui. É uma auto renovação que certamente traria ganhos para a editora e para os leitores. Lá fora isso acontece sem problemas.

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Claro que alguns lojistas especializados que represam os volumes nº 1 de qualquer mangá, para vender por R$ 199,99 vão ficar putos, mas quem se importa com esses trastes?

5) – QUALIDADE DO PAPEL

Nada contra o papel jornal, mas por favor, não economizem no que já é “humilde”, um papel mais fino e quase transparente além de ser uma bosta, da a impressão que daqui a um tempo vai se desfazer nas mãos. Se compro o mangá na versão impressa, é porque quero pegar ele na estante DAQUI A ALGUM TEMPO E ELE ESTAR LÁ, SEM SE DESFAZER, RASGAR OU DESCOLAR DA CAPA!!

6) – MAIS EDIÇÕES DEFINITIVAS/DATABOOKS/ MATERIAIS ADICIONAIS

Na primeira metade dos anos 2000 a Conrad lançou a edição definitiva de Dragon Ball, com extras e páginas coloridas. Lançou ainda Cavaleiros do Zodíaco episódio G, que apesar de não ser uma edição definitiva, tinha um bom acabamento, orelhas e páginas coloridas. Fora Nausicaä do Vale do Vento, que também era muito caprichada e por sinal, melhor que a versão original.

Uma década depois, o que tivemos de mangás sendo publicados dessa forma? A caríssima E.D de CDZ, que vende porque os fãs de CDZ compram qualquer coisa do mestre Kurumada (mas duvido que comprem fora do “eixo” CDZ, tipo Fuma no Kojiro), Akira e a E.D “adaptada” de Slam Dunk (ótima por sinal).

Mesmo assim, com Dragon Ball, Yu Yu Hakusho,Rurouni Kenshin e outros tantos medalhões já publicados por aqui e que sempre vendem bem, é triste ver que esse material mais completo não é lançado. O mesmo vale para os databooks, que sempre trazem um conteúdo adicional bacana como entrevistas, explicações e outras curiosidades.

Rurouni Kenshin - KanZenBan

Sem dúvidas, as edições definitivas mais lindas que já vi, foda é a questão moral sobre o Autor.

Fica a idéia de lançar esse material mais caprichado por aqui, desde que seja a um preço acessível como Slam Dunk vendido à R$ 17,90 ou como foi com  Dragon Ball que em 2005 tinha o preço de capa de R$ 19,90.

Lançar Akira na casa dos 60/70 conto é até viável, porque são só 6 volumes e a periodicidade é anual (já mencionei que a JBC continua dizendo que é semestral?), então da pra pegar aquela promoção ao longo do ano e pagar uns 30 conto. O problema é estimular o mercado e o consumidor, com a ideia de que esse tipo de edição tem que ser cara e justificar por exemplo o que fazem com CDZ, que tem 22 volumes e é vendida a R$ 64,90 cada.

Dá sim pra lançar um material de qualidade, com bom acabamento, página colorida a um preço acessível na faixa de até uns 25 reais.

7) – CONTEÚDO ONLINE

A briga entre editoras e scans é antiga. O scan parte da ilegalidade, pega material de fora, traduz e disponibiliza de graça (na maioria dos casos). O lado negativo é que ele acaba afastando o comprador da versão impressa. O lado positivo é que ele te apresenta uma infinidade de títulos, dos quais você lê, se apega, vira fã e acaba comprando quando é lançada a versão impressa.

Lá fora, algumas editoras já lançam a versão digital por um preço mais em conta que o da versão impressa, mas por aqui há ainda um certo conservadorismo no mercado. E aqui eu me incluo nessa!

Afinal, porque vou pagar por algo que me é disponibilizado de graça, da mesma forma (digital)? Se você estimula o consumidor a utilizar a versão digital, porque ele vai pagar, se tem exatamente a mesma de graça?

Pra mim, as editoras deveriam fornecer de forma gratuita e  online em seus sites, os 3 ou 5 primeiros capítulos de todos os seus títulos disponíveis. Ai o leitor em dúvida se compra ou não o título, por ter medo de ser ruim, dá uma lida pra ver se compensa. Pensa você, acessando o site, lendo um monte de primeiros capítulos e aqueles que mais te empolgaram você compra! Estimula a venda impressa, da um drible no scan e ainda ganha em acessos e publicidade com o próprio site.

Muito melhor do que comprar aquele mangazinho plastificado de capa maneira e se decepcionar ao abrir…

8) – APOSTA NOS AUTORES NACIONAIS

Se as editoras não apostam nem no mercado japonês, o que dizer então do mercado nacional? Eu respondo, ele é praticamente desconsiderado!

Não fossem as editoras pequenas, para fomentar os artistas nacionais, ele certamente não existiria, ou seria limitado a alguma página da web. E há bons títulos por ai como QUACK PATADAS VOADORAS.

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É engraçado, tem um climão de aventura, as girias brasileiras estão perfeitas e Colombo, o pato já vale a leitura

É foda olhar pra multinacional Panini ou para a gigante JBC e ver que elas dão de ombros para autores nacionais e suas obras. Elas bem que poderiam realizar concursos, como é feito no japão, para todo ano publicar os 5 melhores títulos enviados. Ai é chamar os Autores, sentar com editores e traçar um plano curto e simples para a publicação, com no máximo uns 10 volumes.

Pior é que o gênero shonen (porrada, superação e piadinha), casa muito bem com o jeito “malemolente dos paranauê” da cultura brasileira.

CONCLUSÃO

Particularmente, o que sinto das editoras de mangás é o mesmo que sinto do mercado brasileiro em geral, é conservador, pouco criativo, desleixado em muitos pontos e na maioria das vezes diminui a qualidade do produto e ainda sim, aumenta o preço.

Tivemos melhorias ao longo dos anos, mas muita coisa pode e deve melhorar. Principalmente com relação a publicação de mais mangás de uma forma diferente, além de um olhar mais carinhoso e profundo sobre os autores nacionais. Tem muita coisa boa ai é só procurar e dar aquela oportunidade.

Em suma, as grandes editoras precisam ser mais arrojadas, igual a NOVA SAMPA, a maior editora de mangás do país. Afinal ela publica qualquer título, sem se importar com a qualidade (aliás, sem se importar com coisa alguma), sempre inova nas traduções, ora publicando páginas em japonês, ora em português, ora de forma bilingue, além de desenvolver aquela formula caseira de papel jornal com cheiro de delícia.

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Arte e Laiser Lazer

 

 

 

  • O Pistola Polvo Aranha

    Parece que nessas editoras só tem velho que mal sabe usar computador.

  • O_Comentarista

    Muitas letras e não é post do Hellbolha?

    Nem li!

    • Frogwalken

      O Harvey ainda não adotou a mania de incluir Regra 13! =P

    • [Better Call Harvey]

      Mas tem piadinhas e piadocas

  • Frogwalken

    Me lembra que nenhuma Editora AINDA não trouxe JoJo Bizarre Adventure pro Brasil, mesmo tendo material caralhudamente enorme sobre o bagulho e que é um sucesso!

    • [Better Call Harvey]

      Sim, por aqui ta um hype da porra.

      Eu pensei nisso enquanto escrevia e cheguei a conclusão que “olhando o mangá na banca – a capa principalmente – parece que ele tem conteúdo homosexual”.

      Ai já viu né, num país onde racismo, machismo e homofobia é mato, uma parada dessas é difícil de passar.

      Tanto que rolou recentemente uma treta com One Punch Man, porque tinha aquele herói gay na capa, e alguns leitores se sentiram ofendidos: https://img.assinaja.com/assets/tZ/004/img/79255_520x520.jpg

      • Frogwalken

        Felizmente a maioria aqui conhece JoJo, ia fazer um sucesso caralhudo, parece que o povo não quer ganhar dinheiros! =P

        Engraçado que do Ivankov ninguém reclama, né? =P

        Tome aí um NEWS CHUPA DC COMBO!!!

        http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-136199/

        http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-136178/

      • Egon-pastor pastafariano

        cara namoral jojo é quase inviavel para comprar, mais de 120 volumes, são mais de 10 anos consecutivos de coleção e contrato

        • [Better Call Harvey]

          Mas não rola publicar por fase? publica a primeira, espera um tempo, publica a segunda e assim vai.

          Quanto ao tamanho, isso não importa. Olha quanta edição da salvat e da eaglemoss tem nas bancas e essas porras vendem.

          • Egon-pastor pastafariano

            so sé fizessem aqueles box mesmo de lança x volumes de uma unica vez, o que quer dizer que vai ser mais caro e vai ter mais chances de encalhar

          • [Better Call Harvey]

            Não mano, a primeira parte tem 5 volumes. a segunda tem 7 a terceira tem 16, a quarta tem 18.

            é tudo bem curtinho! da pra planejar e lançar tudo com calma a um preço barato. box de mangá só da Nova Sampa por 10zão

          • Egon-pastor pastafariano

            sim, isso poderia rolar ainda, mas creio que as editoras dão prioridade pra algo que venda mensal, pela facilidade do dinheiro

          • [Better Call Harvey]

            vdd, mas como sao arcos mais fechados tmb poderia rolar essa possibilidade.

            enfim, ideia inteligente é q elas nao terao

          • Achar que reclamação de uma capa é homofobia é viagem: me lembrou o caso recente da atriz pornô que foi acusada de homofobia e se matou porque simplesmente disse que não trabalharia com atores que trabalhavam com pornô gay. A mulher tinha depressão e praticamente foi encorajada a se matar pelo pessoal paz e amor. https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/atriz-porno-e-encontrada-morta-apos-ser-acusada-de-homofobia-nas-redes-sociais.ghtml

          • Acho que nem é questão de homofobia, no caso do OPM era pura frescura desse povo com medinho de ser visto comprando uma revista porque tem um musculoso usando collant de balé.

          • Frogwalken

            Minha única reclamação referente ao Pri-Pri-Prisoner é que ele não foi dublado pelo dublador do STALLONE! Ia ficar muito foda! =D

            E a música tema dele é uma das melhores

          • Angel Rush!! =D
            É muito boa mesmo!!!

          • O povo deixou de comprar a playboy da Roberta Close nos anos 80 por saber que ela era um homem?

          • [Better Call Harvey]

            Calma!! O que quis dizer é que no Brasil, racismo e homofobia batem forte na sociedade, muitas vezes de forma mais velada. E eu acredito muito que certos materiais não são publicados aqui, por puro preconceito.

            No caso de OPM foi frescura. Mas aposto que se a Panini tivesse liberdade pra alterar a capa, ela faria isso, devem ter engolido seco ahsuahushuahushuahsuhauhsuhausa

          • É uma visão de mundo, acredito que se realmente houvesse um preconceito as pessoas nem comprariam o mangá e ele teria encalhado e teria gente vendendo a coleção por preço de banana.

      • Eu compro One Punch Man, e quando vi essa capa ri demais, peguei o balde de pipoca e fiquei vendo a choradeira dos otaku putasso, masculinidade é algo muito frágil mesmo! =D

    • PCB

      Panini 2018, confirmado

  • Frogwalken
    • [Better Call Harvey]

      Mas parece que não vai ter o Dossei Marcio Seixas na voz do Sr. Incriveu

      • Frogwalken

        Temos nossa Milf favorita de volta, quem se importa! =P

  • hellbolha2

    Velho, eu tive uma crise de riso com a descrição da Nova Sampa! Aliás, ainda estou nela enquanto escrevo essas linhas! GENIAL!

    • [Better Call Harvey]

      UASHuAHSUhUHsuA vlw!! Temos que levantar a bandeira deles, os caras não são os melhores por acaso. Devem planejar tudo milimetricamente

      • hellbolha2

        Sim! E são de uma nobreza tal que escolhem os títulos mais “wathever” possível para, no futuro, venderem os encalhes á 3 por 10 para os menos afortunados. Isso sim é consciência social!

        • Frogwalken

          Hellboy pela Nova Sampa já!

          #ChupaMythos

        • [Better Call Harvey]

          isso é marketing arrojado, CONCORRENTES, APRENDAM

  • Fala da Nova Sampa não porque eu ao menos comprei Ikkitousen primeira temporada toda graças ao encalhe promocional de 9,90.

    • hellbolha2

      Eu não comprei Ikkitousen, até por que o Cristo Rei não aprova esses mangás de libertinagem, mas comprei o resto de Old Boy (e seu final BOSTA) e estou lendo alguns mangás que nunca imaginei que leria justamente por este pacotão de 9,90. Hitman e Dawn: Tsumetai Te foram dois que me surpreenderam positivamente.

      • Hitman só achei a segunda temporada por aqui. Ikkitousen apesar de tudo tem aquele lance de usar o Romance dos 3 Reinos que acho legal.

    • [Better Call Harvey]

      Ikkitousen é deliça

      • Frogwalken

        SEMPRE! Quando o traço do autor evoluiu o nível dos NUDES DESNECESSAURONS evoluiu junto! =D

        E O KOUKIN FICANDO FODÃO APÓS SER CAPTURADO E ABUSADO SÉCSUALMENTE!

  • Ken-Oh

    YAHAHAHAHHAHAHA!!!! Porra olha ai, Nova Smapa melhor do mercado. YAHAHAHHA!!
    Cara n discordo de vc e ainda acrescento um puta problema: A PRESENÇA DE MARCELO DEL GRECO!!!!
    Sim, muito das cagadas da JBC vem desse fóssil em forma de gente no mercado editorial, o cara faz altas presepadas e quase sempre é cagada. É um cara q acha q ainda estamos no tempo da Heroi e continua polegando em cima desses pontos. A própria republicação desnecessária de CDZ foi ideia dele, altas cagadas e piadas imbecis na tradução vem dele e ainda por cima é conhecido por ser o inventor (ou maior usuário) da bela desculpa de q manga X n vem pro Brasil pq o fã n tá disposto a comprar o manga merda q ninguém pediu. N reciso nem dizer q a Nova Sampa ta onde tá graças a ele e que ele ainda meteu o dedo naquele treco horrível q foi o INK Comics, q no fim só serviu pra lançar manga Ecchi em qualidade merda a preço cheio.

    Claro q n só o Marcelão, na verdade os próprios elencos que compõe as editoras reforçam essas praticas retrogradas do mercado, como só lançar o anime de sucesso ou dizer q manga X n vem pq é muito Japonês (PORRA É MANGA CARALHO!!! QUERIA Q FOSSE O Q ARABE ?). E claro n podemos esquecer da grande cuzãozice q é as negociações com o Japoneses, onde as editoras da a entender q praticamente o japinhas manda na negociação e eles só baixam a cabeça e n se impõe e acabamos recebendo uns trabolhos q n refletem em nada o q o publico realmente quer consumir.

    Desculpe ae pelo TCC e muito bom o post.

    • [Better Call Harvey]

      VLW!!! Só toma cuidado em falar mau do Marcelo Del Greco, porque ele pega os outros na porrada UHSuHAUShuAHUShUAHsuAHUshUshuAHsuHUS, por via das dúvidas, bora falar mau do Cassius MEMEdauer :D

      Sim, esses caras tem a mentalidade muito atrasada, tanto que ficaram punhetando o lançamento de Akira por 2 anos inteiros, como se fosse O LANÇAMENTO!! Porra o baguio é mais velho que eu.

      E esse “crivo” pelo que passam os mangás é sempre uma bosta, pra eles CDZ é a referencia de mangá. Eu apoio muito a republicação constante desses “clássicos”, mas te que abrir espaço pras novidades.

      Um dos pontos mais legais do mangá é esse acesso à cultura oriental, que é muito distante e diferente da nossa, por mais que algumas coisas a gente não entenda, esse é o charme, toda a orientalidade. Se eu quiser ler baguio brasileiro corro pra Turma da Mônica

      • Ken-Oh

        Sim, sim. Pior q cada tempo q passa essas desculpas de “Japão exigiu” ou “Japão n deixa” tão caindo por terra. Maior exemplo é o q tá acontecendo com Gunn: A JBC jurou de pé juntos q os Japoneses exigiram q usasse o nome ocidental q é o tal do Battle Angel Alita e que essa exigência seria mundial. Sendo q final do mês passado anunciaram o manga na Argentina com o nome de Gunn!!!! Então de duas uma: 1 – JBC ta metendo altos caô e só botou esse nome pra pegar rabeira do filme. 2- A JBC é tão bunda mole q o japas cagam na cabeça deles e fazem essas zueira pra sacanear.

        E n sou contra relançamentos e tal, mas po espera uns anos, cara o intervalo de coisa de CDZ no Brasil n é nem de 5 anos. Em menos de 2 anos do relançamento da obra pela JBC eles já meteram a edição definitiva, o mesmo vale pra Naruto da Panini q acabou e já entrou o gold, sendo q já tinha o pocket.

        • [Better Call Harvey]

          Tinha lido essa treta de Gunn tmb asuhaushuahhauhsua. Eu acho que é pra pegar rabeta sempre, a panini vive fazendo isso com quadrinho, só lança quando rola filme do heroi.

          Bem lembrado!! CDZ foi foda, mas Naruto foi putaria pesada, senão me engano, começou a publicar o GOLD ainda com a versão normal sendo publicada, tanto que acho que rolou as 3, normal, pocket e gold ao mesmo tempo.

          Quer dizer, com tanta coisa boa pra publicar, ou republicar, a Panini JENIA me lança 3 mangás de Naruto ao mesmo tempo. E ainda conseguem ser BURROS de não publicar BORUTO o ninja BOSTA

  • o Inconcebível Bob Balburdia

    Só acho estranho esse negócio de “mangá nacional”. Pra mim mangá é um quadrinho feito no Japão por japoneses.

    • Frogwalken

      HQ = Brasil

      Banda Desenhada = Europa

      Comics = States

      Manga = Japão

      Gibizinho = Brasil²

  • Canoa Furada

    Texto muito bacana, e é uma discussão bacana de se fazer de tempos em tempos. Ainda mais com o ano acabando.

    1, 7 e 8 – Realmente incrível as editoras não atualizarem um checklist, e o leitor ter que ficar olhando em vários sites. No site da JBC já dá pra ler alguns títulos. Eu gosto do modelo crunchyroll, grátis com propaganda, mas não sei se é comercialmente viável pras editoras. Porque não investir em autores BR no site e utilizar como pesquisa de opinião sobre o que será impresso ou não.

    2- Acho que o mercado tem muitas opções, basicamente os grandes títulos estão saindo no BR. Também fico na dúvida se as editoras que são conservadoras ou o público que é. Talvez, os custos de lançamento não permitam se arriscar tanto.

    3- Aí também depende de como os japas negociam, talvez saia muito caro lançar só 3 volumes de um título. Mas aí vai da habilidade da editora br nas negociações.

    4,5 e 6- Diminuiria o tempo de relançamento já em offset de mangás longos. Odeio papel jornal, gosto de reler em tempos.

  • Eduardo Merenda

    “Particularmente, o que sinto das editoras de mangás é o mesmo que sinto do mercado brasileiro em geral, é conservador, pouco criativo, desleixado em muitos pontos e na maioria das vezes diminui a qualidade do produto e ainda sim, aumenta o preço.”

    Meu lado patriofóbico está tentado a tirar a palavra “mercado” da expressão “do mercado brasileiro em geral”.
    Isso é adequado?