Justiceiro – Na Própria Carne

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Eita, cuzão!

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O surgimento de uma nova droga nas ruas acaba chamando a atenção da Divisão de Narcóticos. Diferente da maioria das porcarias feitas pra dar barato que circulam por aí, essa nova droga transforma temporariamente qualquer pessoa em um super soldado, com reflexos e força ampliados. O tipo de porcaria que se começar a circular em grande quantidade pode começar a gerar o caos, o tipo de porcaria que Frank Castle não pode deixar seguir em frente. Mesmo agindo paralelamente à lei, a interferência de Castle no trabalho da polícia pode pôr tudo a perder.

A organização por trás dessa nova droga é conhecida por Condor, que age nas sombras e gealmente emprega mercenários n sua linha de frente. Um desses mercenários é Olaf, ex combatente do exército e ex companheiro de Castle, um homem capaz de desequilibrar a balança para o lado que lhe convir. Além disso a Condor tem como seu principal comandante de campo um sádico conhecido como Fuça. Com uma trupe assim talvez a única coisa que caiba para os agentes da Narcóticos Ortiz e Henderson fazer é tentar ficarem vivos até o final.

Punisher 002 (2016) (2 covers) (digital) (Minutemen-Spaztastic)

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Ser fã do Justiceiro não é algo fácil. Por algum motivo não exatamente explicado, vira e mexe algum roteirista resolve pegar um personagem extremamente simples e virar as história de ponta cabeça, entregando resultados  que variam entre ruim e péssimo, até que bate o arrependimento  e voltam ao status quo. Estamos no status quo no momento, que pode ser uma droga para a maioria dos personagens de quadrinhos mainstream mas aqui é mais que bem vinda.

É a primeira vez que  leio um trabalho de Becky Cloonan, mas eu deixaria ela escrevendo histórias do Frank Castle até quando ela quisesse. O grande trunfo da moça talvez tenha sido trazer de volta elementos da mais memorável fase do personagem que foi o período no qual ele foi escrito por Garth Ennis: um bom roteiro que não peca por tentar ser muito mirabolante ou complexo, um vilão asqueroso e escroto, violência e humor negro em doses cavalares, bons coadjuvantes e um ritmo acelerado que não deixa o roteiro de lado.

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Outro ponto que não dá pra deixar sem falar são os desenhos do Falecido Steve Dillon, outro nome que deixou marcado a ferro em brasa o seu nome na memória dos fãs de Castle. Mesmo coma sua já conhecida limitação quanto a variedade de rostos e planos, dá pra arriscar dizer que esse seja um dos melhores trabalhos do cara, com uma narrativa impecável e ótimas cenas de ação. O trabalho de cores realizado por Frank Martin também colaboram muito para que os desenhos simples e limpos de Dillon prendam a atenção do leitor.

Apresentando um final satisfatório e com boas pontas soltas para garantir a curiosidade do leitor quanto ao próximo volume, pode-se dizer que esse encadernado do Justiceiro é um retorno à boa forma do personagem. Não li os dois volume anteriores, mas com certeza vou atrás do próximo.

The Punisher 003 (2016) (digital) (2 covers) (Minutemen-Spaztastic)

Godoka
04/07/2017
  • O_Comentarista

    E agora o Frank vai virar o novo Máquina de Combate.

    Todo dia tem uma merda…

    • O Desprezível Polvo Aranha

      Calma, Comentarista, foi revelado que a maioria daquelas capas foi feita sem ligação com o conteúdo das HQs em si. Muitos autores das séries só ficaram sabendo das bizarrices nelas junto com o público.

      • O_Comentarista

        Do jeito que a Marvel tá, não duvido de mais nada.

  • Egon-pastor pastafariano

    So me deixou na bad por lembrar que foi um dos ultimos trabalhos do Dillon

  • o Inconcebível Bob Balburdia

    Justiceiro Negão? Ué

    Uma mulher escrevendo uma historia do Justiceiro, quem diria.

  • Rogério Olivieri

    Também curti o ritmo dessa roteirista. Não consegui largar até chegar na última página. Dillon pra variar, um show à parte (R.I.P. brother). É no momento a minha série Marvel preferida. Sem mimimi, nem nhém nhém nhém, bastante sangue e trama muito boa. Mostra que não precisa transformar ninguém em Frankenstein ou em agente da Hidra pra entregar uma boa estória.