Elektra – Linhagem Assassina

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Comprei só pela arte, ainda bem que tem conteúdo também.

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Como se eu não estivesse até o pescoço com títulos que eu já tenho o costume de comprar, ainda compro outras coisas só pra ferrar ainda mais o meu cronograma. Essa revista nem fazia parte do meu plano de compras, mas sabe aquela última olhada na prateleira da banca antes de fechar a compra? Pois é, acabei levando, e ainda bem.

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Elektra é uma assassina, isso é inegável. Por mais que ela tenha tentado ser algo diferente algumas vezes na vida, ela sempre volta a ser o que foi ensinada a ser, uma assassina. E afim de esquecer algumas partes do passado que ainda a atormentam, a ninja resolve procurar a Casamenteira para conseguir um trabalho, de preferência longe de Nova York, palco de muitos dos acontecimentos que mudaram a sua vida. A Casamenteira é uma intermediária entre clientes e assassinos, alguém responsável por entrar em contato com o contratado e garantir ao contratante que o serviço seja realizado, por uma porcentagem, claro.

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A negociante escolhe um alvo especial para Elektra: outro assassino profissional, e dos bons. Anos atrás um assassino de aluguel conhecido como Corvo Encapuzado começou a matar outros assassinos para pegar as recompensas, o que obviamente enfureceu muita gente. Antes de desaparecer sem deixar rastros, o Corvo Encapuzado derrotou o Treinador, Mercenário, Caçador de Escalpos e Dentes de Sabre em combate no Ártico, mostrando que não é qualquer um que pode vencê-lo. Existem duas recompensas, uma para que ele seja morto e outra para que seja capturado vivo, essa sendo uma quantia exorbitante. Mas Elektra não é a única profissional no encalço do Corvo.

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Uma figura nova também está interessado na recompensa, um assassino meta humano chamado Hálito Sangrento, que possui o poder de adquirir as memórias e habilidades de outras pessoas e animais contanto que ele ingira uma parte de seus corpos. Acho que tá bom parar por aqui senão daqui a pouco toda a revista tá escrita nesses parágrafos.

Nunca tinha ouvido falar no roteirista dessa revista, W. Haden Blackman, e isso é o tipo de coisa que geralmente afasta a maioria dos compradores, porém temos aqui uma boa história. Veja bem, não é a melhor coisa do mundo, ou já podemos dizer que essa  é uma fase memorável da personagem, mas Haden entrega uma história concisa, agradável de se ler e que transcorre pelas páginas de maneira bem fluida, pelo menos durante as cinco edições compiladas nesse volume. Mas o que realmente chama a atenção é a arte.

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Os desenhos de Michel Del mundo, auxiliados pelas cores em um trabalho conjunto com Marco D’Alfonso transformam cada página numa pequena obra de arte. Falando tecnicamente mesmo sem ter um pingo de estudo nessa área, além de ser extremamente agradável de se ver a arte é bem dinâmica, e a utilização de uma narrativa não linear em algumas páginas específicas faz com que dê vontade de admirar os quadros por alguns breves momentos antes de continuar a leitura.

Quanto a decisão da Panini em publicar uma revistas dessas em formato simples em vez de capa dura, considero uma decisão acertada. Esse é exatamente o tipo de coisa ideal pra se chamar atenção para um título, mantendo um preço razoavelmente acessível (20 pila) talvez publicar uma revista dessas, mesmo com essa arte maravilhosa, em capa dura seria um tiro no pé. Como faz um bom tempo que comprei esse título, duvido que a maioria que se interessou ainda o encontre na banca, mas ele é fácil de se encontrado na internet, vale bem a pena a aquisição e estou bem empolgado com a continuação.

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Godoka
07/09/2016
  • O_Comentarista

    A arte desse cara é fodastica!

  • Boa arte, bom roteiro… é a série não durou nem um ano.

    Acho que hoje em dia a molequada só quer saber de arte deformada e roteiro massavéio.

  • Bob Balburdia

    Lí a resenha no Baile. Parece boa mesmo.