Conan: o Libertador

Por Crom! Por Mitra! Por Favor!

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O treco tem dimensões hiborianas. Um calhamaço de 500 páginas, capa dura e repleto do melhor que a, na época ainda uma editora, Marvel, poderia oferecer, além de muitos extras especiais.

Começa com Além do Rio Negro, um conto de Robert Howard adaptado por Roy Thomas e John Buscema, com tremenda maestria. Ali já se tem uma amostra do mundo brutal da Era Hiboriana, onde Conan, trabalhando como batedor na fronteira de Conajohara,onde o reino da Aquilonia está se expandindo, encontra o jovem Malthus (que segundo Robert Howard representava ele mesmo) e se envolve num conflito com reviravoltas sobrenaturais contra os ferozes pictos.

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Segue com Ilha de Sangue e assim vai até o titular Conan o Libertador, quando ele reclama para si a coroa da Aquilonia, a culminação de uma vida com tantas ocupações quanto o Seu Madruga.

 

Dois contos no entanto merecem um pequeno destaque, Na Torre de Ferro, onde Conan encontra pela primeira vez a corte da Aquilonia, como o rei Numedides, Publius e o mago Thulandra Thuu e O Tesouro de Tranicos, fechando uma plotline iniciada anos antes, tanto na vida do cimério quanto em questão de publicação.

Roy Thomas assumia as partes com letrinhas e colocou um pessoal barra pesada pra desenhar, o já mencionado Buscema, Klaus Janson, Gill Kane (nunca me agradou muito, mas auxiliado pelo Buscema fica do caralho), Tony DeZuniga, entre outros.

Admito no entanto, que levei um certo tempo para me acostumar com a tradução da Mythos, por causa da diferença da tradução da Abril, mas isso foi temporário.

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Enfim, tem tudo que é preciso aqui. Violencia? Sim. Mulheres? Sim. Vitoria sobre seus inimigos? Ok. O melhor da vida? É claro.

Então se calhar de encontrar poraí vale a compra. Não é barato, mas é um dinheiro gasto honestamente, ao contrário daquele cara que comprou Supremos Vol 3.

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