Asterix e o Dominio dos Deuses

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Esses amiches são loucos…

Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos … Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum …

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Asterix, Obelix e companhia são tesouros nacionais franceses e ainda um dos sinomimos de “quadrinhos europeus”, mesmo para aquele metido que diz só ler Moebius e esnoba a Homem Aranha que você tem na mão.

A trama geral é simples. Como escrito lá em cima. Uma pequena aldeia gaulesa resiste aos esforços dos romanos em conquista-la. Esses esforços são geralmente liderados pelos guerreiros Asterix e Obelix, reforçados pela poção mágica criada pelo druida Panoramix, que concede força sobre humana temporariamente. Exceto para Obelix, em quem os efeitos são permanentes por ter caido no caldeirão da poção quando bebê.

E no curso dos 36 livros eles vão enfrentando os já mencionados romanos e conhecendo ou socando outros povos como os normandos (que não conhecem o medo, literalmente. Eles acham que é algo capaz de faze-los voar), os egipcios, bretões, belgas e até indios americanos.

O Dominio dos Deuses é inspirado no 17° livro, e é o 13° longa de Asterix e o primeiro em CG.

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Vendo que tentar conquistar a aldeia pela força é inútil, Julio César resolve assimilar os gauleses irredutiveis à cultura romana, construindo um imenso condominio (chamado Dominio dos Deuses) próximo da aldeia e iniciando uma colonização romana e ao mesmo tempo convencendo os gauleses a morar ali.

O filme tem todas as piadas esperadas dos quadrinhos, como os piratas que só se fodem, as legiões sendo compostas por imbecis e tals, seguindo bem fielmente o livro, só aumentando algumas coisas e mudando poucas outras, como o casal romano que primeiro se muda pro condominio.

Os piratas que só se fodem, num raro momento de vitória.

Os piratas que só se fodem, num raro momento de vitória.

Os live action de Asterix variam entre bons e passáveis, as animações geralmente são boas, exceto a qualidade da animação em si dos primeiros filmes, o que é compreensível na verdade. Asterix O Gaulês é dos anos 60. Mas é uma das historias mais legais então está valendo.

Aqui a animação é muito boa e realmente bonita, mesmo em CG mantendo fidelidade ao traço do desenhista Uderzo, e, para os detratores dos seus roteiros, esse álbum foi escrito em 1971 por Goscinny, que faleceu em 77.

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Os albuns posteriores a morte de Goscinny não tem realmente a genialidade e as sutilezas dos escritos por ele, mas de forma alguma são ruins, mesmo os mais fracos.

Na verdade, aconselho tentar ver todas as animações se possivel.  Pode passar ao largo dos live actions no entanto.

 

 

 

Zweist
24/04/2017