AC/DC – Highway to Hell

Don’t stop me!

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Era uma vez um garoto apaixonado por rock. Ele ouvia por horas e horas músicas e grupos de seu estilo musical favorito desde criança, sempre atento a cada nota, cada solo, cada movimento de bateria. O tempo passa e as pessoas amadurecem, começam a apurar seus gostos, e não foi diferente pra esse garoto.

Um dia ele se viu maravilhado pelas músicas viajadas de Pink Floyd, pelas guitarras em simbiose de bandas como Iron Maiden, Judas Priest e Helloween. Mas no fundo ele sentia que algo estava faltando, algo mais cru, mais simples e divertido. Algo mais rock n’ roll. Então em um dia normal, assim como o dia de hoje, esse garoto tomou conhecimento de uma banda que vinha lá dos confins da Austrália, cujo seu guitarrista possuía o peculiar costume de usar uniforme escolar durante os shows. E tomado pela curiosidade o garoto resolveu conhecer uma música desses caras pra ver se gostaria, e ele encontrou o que faltava.

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O AC/DC já possuía fama graças às músicas, e aos shows em que o guitarrista Angus Young esbanjava energia durante o mesmo, com o seu conhecido duck walk usado originalmente pelo mestre Chuck Berry e a sua maneira característica de marcar a música com os passinhos sem sair do lugar. Mas com Highway to Hell, lançado em 27 de julho de 1079 (o sexto álbum do grupo) eles alcançaram o topo.

Capa icônica: confere.

Música icônica: confere.

Solos fodidademente sensacionais: confere.

Diversão: garantida!

Desde a faixa título que abre o disco até a soturna faixa que encerra o mesmo o disco é perfeito. Mesmo que alguém não conheça a banda, nunca tenha parado pra ouvir algum disco ou nem mesmo goste de rock, ela já deve ter ouvido Highway to Hell em algum lugar. Hells Bells é do caralho, Back in Black é outra porrada, TNT, Thunderstruck, Jailbreak e demais músicas podem ser boas, mas Highway to Hell é a marca registrada do AC/DC. E essa não é a única grande música do disco.

Fica difícil destacar alguma do conjunto, mas se me pedissem pra destacar apenas uma, eu diria que é If You Want Blood (You’ve Got It). Mas não dá pra deixar passar batido pérolas como Walk All Over You, Shot Down In Flames e Girls Got Rhythmn.

Esse disco também é o último com o vocalista Bon Scott, morto em 1980 em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Acredita-se que o mesmo tenho se sufocado no próprio vômito após uma noite de bebedeira, além de ter sofrido uma crise de hipotermia ao passar a noite dormindo no carro. Um duro golpe no rock, daqueles que vai ser sempre lembrado.

AC/DC é daquelas bandas estilo “ame ou odeie”, e bem, acho que já ficou claro a qual grupo pertenço. Os detratores geralmente usam o como motivo o fato da banda soar sempre igual, de parecer que os seus discos sempre são iguais. Eu concordo, os  caras nunca arriscaram em fazer algo muito além do feijão com arroz, mas na grande maioria das vezes fizeram o melhor feijão com arroz que se pode esperar. Os caras fazem rock n’ roll, simples e puro, e sinceramente eu não poderia pedir algo melhor que isso.

 

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  • O_Comentarista

    Quem não gosta de AC/DC bom sujeito não é.

    E que se foda quem fala que a banda sempre faz o mesmo tipo de som. Se é bom, ta valendo.

  • O Impronunciável Zweist

    AC/DC é uma banda de uma nota só. Como a nota é 10 então tá de buenas.
    E defendo a tese que AC/DC tinha que ser a trilha sonora de qualquer coisa, filmes games, reunião de condominio, tudo.

  • Evandro Loco

    Esse disco é fodástico!