A Menina Que Roubava Livros por Garibilbo

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Bem amiches, hoje venho lhes falar do filme que QUASE (foi por bem pouco) me fez molhar os olhos de suor masculino, o filme baseado no best-seller “A Menina Que Roubava Livros”.Bem, acho importante salientar que não li o livro, e também não sou aquela putinha literária que fica: “AÍ, O FILME É UMA BOSTA, POR QUE NÃO É IGUAL AO LIVRO, MIMIMI”, fui assistir o filme despretensiosamente e sem saber o que iria receber.
A história começa com (…searching in Wikipédia…) Liesel, uma jovem garota alemã do final da década de 30, que perde o seu irmão mais novo, é separada de sua mãe, e vai morar na casa de estranhos que nunca viu na vida. ATÉ AÍ TUDO BEM.

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Liesel é uma garota tímida, que pouco fala com as pessoas, e o fato de sua nova mama, Rosa, ter um humor semelhante ao humor do Vinnie, a faz ficar mais introspectiva. Rosa é uma mulher fria como o Rio Grande do Sul, mas apesar de tudo isso mostra ter um bom coração no decorrer da história, e é casada com Hans, um senhor amigável que sempre leva esporro de sua mulher. Hans é um dos personagens mais apaixonantes da história, é um velhinho compreensível, de ótimo coração, e sem dúvida, demonstra ser um ótimo pai. Max é um judeu todo fudido que mora no porão da moçada, fica doente, e cria um laço muito forte com Liesel. Rudy é um jovem alemão que quer dar uns encoxas na Liesel, é um menino bem mais ou menos, as vezes chato, as vezes legal. Existem outros personagens sem tanta importância, então cagarei para eles.

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O pano de fundo da história, como vocês já devem saber, ou no mínimo imaginam, é pré segunda guerra e no decorrer dela também. Ao contrário da grande maioria das histórias da segunda guerra “A Garota Que Roubava Livros” se passa com alemães normais, que simplesmente tem que viver ali no meio do nacionalismo alemão, e é isso aí! A pequena Liesel é uma jovem que se apaixona por leitura, e umas das ideologias do partido nazista é repudiar a leitura e os livros, mas acredito que o foco da história é mostrar como uma família alemã normal viveu na segunda guerra, fazendo algumas merdas, mas até aí tudo bem!

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Pontos positivos: Boas atuações, bom roteiro, boa caracterização, boa trilha sonora e bom plot twist no final.
Pontos negativos: Quase me fez chorar.

Como agora vou falar que quase todo mundo morre no final e vou colocar um aviso de spoiler.

SPOILER!

Eu achei o fato de que o inimigo do filme, que no final das contas fode todo mundo que você acaba se apegando no decorrer da história, são os ingleses e americanos que SEMPRE APARECEM COMO MOCINHOS DESSAS HISTÓRIAS. Aprendam uma coisa meus caros queridos, quem ganha a guerra conta a história, acreditar que os americanos e os ingleses eram santos na terra da cerveja, é uma ingenuidade grande. Eles devem ter feito tanta merda quanto os alemães, e esse filme mostrou uma, lançaram bombas numa rua com MILHARES DE PESSOAS INOCENTES. Bem, cansei de escrever, é isso aí meu post.

Nota: 8,5.

Gostou? Compartilha. Não gostou? Vai dar meia hora de bunda.

Garibilbo
04/03/2014
  • Dr. Manhattan

    Não vi, não li (o livro, o pÓstE sim), não gostei…. foda-se!! EAUHEUHUEHUEHAUHEUHEUHAUEHUHEAHEUAEUHUEH

    Cara, a única história se passando na Segunda Guerra que quase me arrancou lágrimas de emoção foi BASTARDOS INGLÓRIOS… ver nazistas morrendo das mais variadas formas tarantinescas é tão lindo… estou até emocionado no momento.

    E filmes tentando ROMANCEAR a Segunda Guerra, eu passo longe.

    • GaribilboBolseta

      O filme não romanceia a “segunda guerra” em si, ele apenas mostra a vida do cidadão comum, pouca vezes vemos a guerra propriamente dita…

      • Dr. Manhattan

        Não vi o filme mas ainda assim discordo de sua opinião AEUHUEHUEHUAEHUEHUHEUHEUHAEUAHEUHAEUHEUHEAHUEUEHUA

    • Anubis_Necromancer

      é feita pelo Garibildo, então é desncesssário XD

    • Assista a Band of Brothers….é foda pra caralho.

  • O_Comentarista

    Um outro filme que mostra os ingleses como vilões na segunda guerra é O Barco – Inferno no Mar.

    E todo mundo que estuda História a sério sabe que foram os russos que derrotaram os alemães.

    • Felipe P. Silveira

      Mais que devido, foram eles que armaram os nazista.

  • Felipe P. Silveira

    “…Rosa é uma mulher fria como o Rio Grande do Sul…” RS é tão frio, e eu tão pobre, que to com o ventilador ligado.

  • Vai tomar bem no meio desse teu cu, eu sou super bem humorado, caralho.

  • Hellbolha

    Cara…achei o filme bem clichesento, previsível, com alguns bons momentos mas meio marasmento, de um modo geral. Não li o livro (nem lerei) então não tinha base comparativa para com a obra original. Como não sabia muito bem o que vinha, imaginei algo no estilo O Pianista. E recebi! Recebi um “O Pianista PG-13”!
    Cacetada…uma bomba explode uma vizinhança inteira e todos os mortos etão com seus corpos intactos, apenas cobertos por finas camadas de sujeira? Aaaaah…vá a merda! Não estou dizendo que precisava ter violência explicita, mas que fizessem de um modo que deixa-se subentendido que o estrago foi feio! Minha namorada leu o livro e disse que o modo como ela encontra o pai morto é muito mais chocante.
    Fui pro cinema que no modo merda de gato:só por obrigação! O foda foi ouvir o tempo todo o som da sala ao lado, onde exibiam “300-A Ascenção do Império”, que possivelmente seja uma merda…mas seria uma merda onde eu me divertiria!

  • Tom Grotto

    O livro é MARAVILHOSO, ainda não vi o filme, estou com ele aqui para ver esta semana…

  • É só agora que eu venho a comentar, porque só agora que eu vi o filme !

    Também não li o livro, não sou destes que compara tbm.

    Como comentário, acho interessante que a cidade que foi bombardeada, receber de braços abertos os soldados do … lado que a bombardeou ?

    Cara … este lance de vilão não existe… vilão passa a ser aquele que perdeu a gerra.

    Filme bom, existem outros do mesmo gênero, a visão de uma criança no meio da gerra:

    – Império do sol.

    – O menino do pijama listrado.

    – O caçador de pipas

    – Mas o que mais me impressionou foi – As tartarugas podem voar.
    Não se deixem levar pelo titulo, talvez merecesse uma versão melhor em português.

    Vale a pena ver, talvez até de uma resenha.

    abraços