12 anos de escravidão por Garibilbo

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Filme pesado, amigos, muito pesado.

12 anos de escravidão é um filme estadunidense de 2013 baseado na biografia homônima escrita por Salomon Northup, onde narra sua história no período em que ele foi escravo.

Salomon era um homem negro livre de Washington. Violinista incrível, foi enganado por dois FILHOS DA PUTA que o venderam a traficantes de negros escravizados. Sem seus documentos que provavam sua liberdade, como homem livre, Salomon foi arrancado de Washington e separado de sua mulher e seus filhos, para que fosse vendido a um senhor de terras escravista do sul dos Estados Unidos.

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Com uma narrativa incrível, e extremamente verossímil, o filme conta como foi a vida de Salomon durante seus 12 anos como escravo. Passando pela mãos de mestres “bons” e cruéis, sofrendo de punições totalmente desumanas, e vendo milhares de outros negros sofrendo dos mesmos males, e muitas vezes morrendo no processo, sendo tratados como objeto, tal como uma galinha e um cavalo são.

Achei que o fato do filme ser dirigido por um negro foi um dos grandes pontos positivos do filme, pois é extremamente necessário ver negros contando sobre sua própria história. A atuação de Chiwetel Ejiofor (Salomon), Lupita Nyong’o (Patsey), Adepero Oduye (Eliza), foram as que mais me chamaram atenção. Um dos pontos que o filme levanta, que achei dos mais interessantes, é sobre se existe mesmo um “escravista bom” e um “escravista ruim”, levantando várias questões importantes a se pensar. O papel do Brad Pitt foi uma das coisas que me incomodaram, assistam e pensem o “por que”, ou não.

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Acho muito triste ver negros como protagonistas, ou como maioria em produções cinematográficas, APENAS quando o assunto abordado é “escravidão”. Sem dúvidas alguma esse é um tema que deve sim ser abordado e relembrado, para fazer com que as pessoas pensem em dívida histórica, e relacionem o passado com o presente, para elas notarem o quanto mudou, mas ao mesmo tempo as coisas continuam iguais. Entretanto, seria ótimo ver o talento desses atores negros em outros filmes, que não sejam só sobre “escravidão”, que sejam de ação, drama, comédia, ou o que for, mas que dê representatividade aos milhões de negros que existem não só nos Estados Unidos, mas também aqui, que também consomem de produções norte-americanas.

Esse filme com todo o mérito possível, merece sem dúvidas 0 Gariba, como nota, por conta das atuações e direção.

Ficha Técnica:
Direção: Steve Mcqueen
Produção: Brad Pitt
Estrelando: Chiwetel Ejiofor; Lupita Nyong’o; Adepero Oduye; Brad Pitt; Michael Fassbender; Benedict Cumberbatch; Paul Dano; Paul Giamatti.

Garibilbo
01/09/2015
  • Filme pesado, amigos, muito pesado.

    Mas também não chega a ser um Churumino da vida.

  • O papel do Brad Pitt foi uma das coisas que me incomodaram, assistam e pensem o “por que”, ou não.

    O porquê (faça curso de português, Gariba) é esse branquelo loiro dos olhos azuis ser o principal produtor e financiador do filme. De nada.

    • Não vi o filme, mas talvez ele se refira ao personagem ser inútil ou algo assim!

      • É uma participação bem pequena, de só duas cenas, mas é bem importante na trama.

        Reclamar da participação especial de um ator foda… só podia ser o Gariba.

        • Night Raven

          Acho que oque talvez tenha incomodado o Gariba é o fato de no filme o Solomon Northup precisar da ajuda de um branquelo de olhos azuis pra se libertar, ou muito pelo contrário, mandem o Gariba parar de tentar ser enigmático e ser mais claro da próxima vez.

          • Acho que nem o Gariba entende o que ele próprio diz. É preciso muita luÇ pra entender do que o Gariba está falando.

          • GaribilboBolseta

            Tá certum.

  • O_Comentarista

    “Acho muito triste ver negros como protagonistas, ou como maioria em produções cinematográficas, APENAS quando o assunto abordado é “escravidão”.”

    E a Blaxploitation foi o q então?

    Ainda preciso ver esse filme.

  • Anubis_Necromancer

    Tentei ver, mas só estava escura a tela…

  • Onofre Ricardo

    O filme parece muito bom, só que não concordo muito com isso de “o fato do filme ser dirigido por um negro foi um dos grandes pontos positivos do filme”.
    Se formos pensar assim, todo filme com temática feminina teria que ter uma diretora, todo filme que falasse de gays, teria quer ter um diretor gay também, e por aí vai…Acho que bons filmes independem da cor, raça, credo, etc…do diretor.

    • GaribilboBolseta

      Concordo com vc cara, entretanto acho que quando o filme tem como diretor alguém que “sinta na pele”, isso torna o filme mais verossímil. Django é um bom exemplo disso, Tarantino fez um filme muito foda sobre um negro, mesmo sendo branco.
      Não descarto boas direções de brancos falando sobre negros, heteros sobre gays, e etc, só dou bastante valor quando alguém tem chance de contar sua própria história.

  • PCB

    Se você é novo aqui, quanto menor o nível de garibagem de um filme, melhor. Se o nível de garibagem é alto, tem que desalexandrar o produto.

    • [Better Call Harvey]

      Num consiru entender!!

      Preciso de uma planilha que faça comparativos entre o Nível de Garibagem e o Nível de Desalexandragem para com as hqs e filmes dos últimos 30 anos

  • [Better Call Harvey]

    Tá na lista pra assistir, depois de Godzilla 2014, Patlabor (os 3 filmes) e mais outros que não me lembro